- O presidente do INSS, Gilberto Waller, foi demitido nesta segunda-feira (13) pelo presidente Lula; ele substituiu Alessandro Stefanutto, que deixou o cargo após o esquema bilionário de descontos indevidos.
- Waller ocupou o cargo por onze meses com a missão de zerar a fila de atendimento, porém o problema não foi resolvido.
- A nova presidente é Ana Cristina Viana Silveira, secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência Social e servidora de carreira do INSS desde 2003.
- A fila caiu de 3,1 milhões para 2,7 milhões de pessoas, e no mês passado foram concluídos 1,6 milhão de processos, recorde histórico.
- Uma força-tarefa da Polícia Federal vai ouvir 35 pessoas que ainda não prestaram depoimento, após delação premiada de Maurício Camisotti, preso e considerado peça-chave no golpe.
O presidente do INSS, Gilberto Waller, foi demitido nesta segunda-feira (13) pelo presidente Lula. Ele assumiu o cargo com a missão de zerar a fila de atendimento, mas o objetivo não foi atingido. Waller ficou 11 meses à frente do instituto.
Waller substituiu Alessandro Stefanutto, que deixou o INSS após a descoberta de um esquema de descontos indevidos a aposentados e pensionistas. O instituto já ressarciu cerca de R$ 3 bilhões a mais de 4,4 milhões de segurados.
Nova gestão e avanços
Ana Cristina Viana Silveira assume a presidência. Ela era secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência e é servidora de carreira do INSS desde 2003. Foi presidente do conselho de recursos da previdência social por quase três anos.
Somente no último mês, mais de 1,6 milhão de processos foram concluídos, um recorde. A fila de atendimentos caiu de 3,1 milhões para 2,7 milhões, ainda próxima do dobro do tamanho de 2023.
Waller não se manifestou sobre a demissão. Uma força-tarefa da Polícia Federal vai ouvir 35 pessoas que ainda não prestaram depoimento, em convocações decorrentes de delação premiada.
As convocações partem de um acordo de delação com o empresário Maurício Camisotti, detido e considerado peça-chave nas fraudes do INSS. O acordo prevê a oitiva de testemunhas ainda não ouvidas pela PF.
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