- O PT quer abrir diálogo com o PSDB para fortalecer a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, incluindo possível aproximação com o ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra.
- Lideranças do PSDB confirmaram que as conversas com o PT não avançaram; o partido mantém a ideia de ter candidatura própria no estado, com Serra como possível nome.
- O PT também sondou a ex-ministra Simone Tebet, mas ela acabou trocando o MDB pelo PSB para disputar o Senado em São Paulo.
- Um tucano reserva admite que não faz sentido o PSDB apoiar o PT, mas vê plausível o PT incentivar o lançamento de uma candidatura tucana para ampliar a centro-direita e fortalecer a bancada.
- A executiva do PSDB paulista reafirmou que não há acordo com o PT e que a tendência é ter candidatura própria, com Serra à frente, enquanto Haddad busca ampliar alianças com outras siglas.
O PT quer abrir diálogo com o PSDB para formar a chapa do governo de São Paulo com Fernando Haddad. Dirigentes nacionais do PSDB revelaram ao Estadão que o partido recebeu sinalização de busca por aproximação, envolvendo nomes tucanos de São Paulo. As conversas ainda não avançaram.
Integrantes da cúpula petista discutem a possibilidade de filiação de Simone Tebet ao PT, após sondagens envolvendo o MDB, mas Tebet acabou escolhendo o PSB para disputar o Senado em São Paulo. O PT também sondou o ex-prefeito Paulo Serra, pré-candidato tucano ao governo, sobre a viabilidade de aliança.
Para o PT, o objetivo seria ampliar o arco de alianças e fortalecer a disputa em São Paulo frente ao atual governador Tarcísio de Freitas. Segundo interlocutores, o PT vê espaço no cenário paulista, onde acusa o PSDB de ter ficado à margem do projeto de reeleição de Tarcísio.
Para o PSDB, porém, a costura é tida como improvável. A executiva estadual do partido, liderada por Serra, negou qualquer possibilidade de aliança com o PT para 2026 e afirmou que o PSDB terá candidatura própria ao governo do estado, com Serra como opção.
Dinâmica interna e reações
Relatos indicam que a aproximação entre PT e PSDB chegou a gerar leitura de que o PSDB poderia compor a chapa de Tarcísio, o que desagradou o entorno do governador. Aécio Neves, ex-presidente nacional do PSDB, e Serra estiveram em reuniões recentes com Tarcísio para discutir a montagem da chapa de deputados em São Paulo.
Entre analistas, há quem considere plausível que o PT incentive o PSDB a lançar candidatura própria, para ampliar o número de candidaturas e manter pressão sobre o segundo turno. A estratégia seria, segundo essa leitura, ampliar força de barganha do PSDB na conjuntura paulista.
No radar de Haddad, também aparece a ideia de aproximar o PSD de Gilberto Kassab, embora Kassab tenha sinalizado que não há aliança com o PT e que está fechado com Tarcísio. O PT mantém conversas para ampliar o leque de apoios, sem desvirtuar o foco na disputa estadual.
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