- Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, foi preso pelo ICE, o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos, onde estava foragido.
- Ele foi condenado pelo STF a dezesseis anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, em ação relacionada a crimes cometidos antes da diplomação.
- Ramagem deixou o Brasil em novembro de 2025 e teve o passaporte diplomático cassado; o governo brasileiro já havia formalizado pedido de extradição aos EUA.
- Em 21 de novembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão dele após ser visto em North Miami; a extradição foi formalmente determinada em 15 de dezembro de 2025, com envio da documentação ao Itamaraty.
- O processo de extradição tramita entre Brasil e Estados Unidos, seguindo o tratado e a cooperação diplomática, com a documentação necessária encaminhada ao STF e ao Ministério da Justiça.
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem, condenado pelo STF a 16 anos de prisão, foi preso pelo ICE nos Estados Unidos. Ramagem estava foragido no país desde novembro de 2025, período em que permaneceu fora do Brasil.
A condenação envolve crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa, cometidos antes da diplomação, quando ele era diretor da Abin. Ele deixou o Brasil antes da decisão final, fugindo para os EUA.
O governo brasileiro já havia pedido a extradição de Ramagem às autoridades norte-americanas. O processo avançou após o Ministério da Justiça formalizar o pedido ao Itamaraty, em 17 de dezembro, para iniciar a fase diplomática prevista no tratado entre os dois países.
CASO RAMAGEM
Antes da extradição, Ramagem foi visto em um condomínio de luxo em North Miami, o que levou à decretação de sua prisão preventiva pelo STF em 21 de novembro de 2025. A decisão de extradição foi confirmada pelo ministro Alexandre de Moraes em 15 de dezembro de 2025, com encaminhamento da documentação ao Itamaraty.
A cassação do mandato dele pela Câmara dos Deputados já havia sido determinada pelo STF em setembro, após a condenação. A Polícia Federal afirmou investigar possíveis facilitadores da transferência de Ramagem para os EUA.
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