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Zema acusa Lula de populismo ao propor fim da escala 6×1

Zema acusa Lula de populismo ao propor fim da escala 6×1 e ampliar gastos; defende modelos de trabalho por hora e maior flexibilidade

Pré-candidato à presidência da República diz que proposta tem caráter puramente eleitoreiro. (Foto: reprodução/Youtube ACSP)
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  • Romeu Zema, pré-candidato do Novo, disse em evento na Associação Comercial de São Paulo que o governo Lula faz populismo com a proposta que acaba com a escala 6×1.
  • Ele criticou o aumento de gastos públicos e chamou de “pacotes de bondade” as medidas defendidas pelo governo, dizendo que não resolvem causas estruturais da economia.
  • Zema defendeu mudanças nas relações de trabalho, com modelos além da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), incluindo pagamento por hora e maior liberdade contratual.
  • A depender da proposta, a CLT poderia permanecer, mas com participação menor caso novos modelos prosperem; hoje a jornada máxima é de 44 horas semanais, sob avaliação de reduzir para 40 horas em modelo 5×2.
  • A proposta será discutida na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na sessão de quarta-feira (15); o governo quer tramitação rápida com urgência constitucional, sob articulação do novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães.

Na noite desta segunda-feira (13), Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência pelo Novo, criticou publicamente o governo federal por considerar populista a proposta de acabar com a escala 6×1. Em evento na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), ele acusou o governo de aumentar gastos públicos e de não tratar as causas estruturais da economia.

Segundo Zema, o que chamou de pacotes de bondade amplia o déficit e tende a gerar efeitos negativos no médio prazo. O ex-chefe do Executivo mineiro disse que a proposta em foco não resolve os problemas econômicos do país e que, na prática, representa uma estratégia eleitoral.

Ele defendeu mudanças nas relações de trabalho como alternativa, defendendo modelos mais flexíveis que a CLT. Em sua leitura, a adoção de pagamento por hora e maior liberdade contratual poderiam coexistir com a CLT, que, segundo o candidato, poderia ganhar participação menor com o tempo.

O atual marco regulatório prevê jornada máxima de 44 horas semanais, enquanto o governo planeja reduzir para 40 horas sob um modelo 5×2. A proposta será discutida na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na sessão de quarta-feira (15).

Para acelerar a tramitação, o governo busca urgência constitucional, com prazo de até 45 dias para cada Casa analisar a matéria. A pauta envolve o novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), designado por Lula no fim de semana.

Guimarães deverá enfrentar resistência de entidades ligadas ao setor empresarial, que criticam a mudança na escala de trabalho e o possível impacto sobre custos e empregos. A articulação política segue nos bastidores, com expectativa sobre o que poderá emergir das negociações.

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