- Romeu Zema afirma que a escala 6×1 é “populismo do PT” em ano eleitoral.
- Ele defende uma alternativa à CLT, com relação de trabalho mais moderna e pagamentos por hora.
- Zema diz que o fim da CLT é difícil por interesses corporativistas, mas propõe novas modalidades de relação de trabalho.
- Atualmente a Constituição prevê jornada máxima de 44 horas semanais; governo quer reduzir para 40 horas no modelo 5×2.
- A CCJ da Câmara deve analisar a proposta nesta semana; o Executivo pretende enviar um projeto com urgência, com tramitação de até quarenta e cinco dias em cada Casa.
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato ao Planalto pelo Novo, classificou nesta segunda-feira a escala 6×1 como populismo do PT em ano eleitoral. O tema é alvo de debate à luz de propostas para a legislação trabalhista.
Segundo Zema, o governo do presidente Lula oferece pacotes de bondade que, na visão dele, agravam o déficit econômico. O ex-gestor afirmou que o PT utiliza o momento político para apresentar o que chama de prêmio, sem promover solução efetiva para a população.
O debate envolve mudanças no modelo de jornada de trabalho e o movimento pela redução da carga horária. A atual Constituição estabelece 44 horas semanais, enquanto o governo defende 40 horas em regime 5×2, com dois dias de folga.
A Câmara analisa a PEC 6×1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta semana, com pauta para quarta-feira (15), a partir das 10h. O Executivo planeja encaminhar um projeto de lei com tramitação prioritária, para conclusão em até 45 dias em cada casa, segundo informações oficiais.
O objetivo é acelerar a discussão no Congresso e ampliar a atuação do governo em ano eleitoral, conforme fontes do Executivo. O tema envolve impactos na Justiça do Trabalho, empresários e trabalhadores, com propostas que devem detalhar novos modelos de relação de trabalho.
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