- Alcolumbre afirmou, na cerimônia de posse de José Guimarães, que o Brasil vive “agressões a instituições” e criticou quem ultrapassa os limites constitucionais.
- Ele ressaltou que não apontou alvos específicos e disse que é preciso evitar ofensas e ataques que não constroem a convivência entre os poderes.
- A fala ocorre após a CPI do Crime Organizado pedir o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal; o Senado já rejeitou a prorrogação da comissão na semana anterior.
- O evento contou com Lula, ministros, parlamentares e o presidente da Câmara, Hugo Motta; Alcolumbre avaliou a relação entre Congresso e governo como honesta e verdadeira.
- O senador elogiou Gleisi Hoffmann, ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, e destacou a função do ministério para articular políticas públicas entre os poderes.
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, afirmou nesta terça-feira, 14, que o Brasil vive um momento de agressões às instituições e criticou quem ultrapassa limites constitucionais. O comentário ocorreu durante a cerimônia de posse do novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, no Palácio do Planalto. O senador não definiu o alvo das críticas no discurso.
Segundo Alcolumbre, “agressões permanentes” às instituições dificultam a convivência republicana. Ele disse que é preciso compreender quem pensa diferente, mas condenou ataques e ofensas que, na visão dele, prejudicam o funcionamento do Estado. O senador reforçou a necessidade de respeito entre os Poderes para que o Brasil tenha políticas públicas eficazes.
A cerimônia de posse contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de ministros do governo, deputados e o presidente da Câmara, Hugo Motta. Lula conversou discretamente com Alcolumbre ao longo do evento, sinalizando aproximação após entrave envolvendo a indicação de Jorge Messias ao STF.
Relação entre Congresso e governo
Alcolumbre ressaltou que a relação entre Congresso e governo é “honesta e verdadeira” e citou a atuação conjunta na construção de políticas públicas. O senador elogiou Gleisi Hoffmann, ex-ministra da SRI, que deixou o cargo para disputar as eleições, destacando a função do ministério na articulação entre poderes.
Ele afirmou que nem todas as propostas do governo chegam ao plenário como foram apresentadas, o que reforça a importância do diálogo entre as esferas. O parlamentar disse que o Parlamento tem papel na construção do que é possível e prioritário para o Brasil, mesmo sem concordar com todas as pautas.
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