- O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira, afirmou que Gilmar Mendes tem “modus operandi” de atuação política.
- A fala foi resposta às críticas de Gilmar à CPI, que pode indiciar três ministros do Supremo Tribunal Federal: Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
- Vieira classificou a reação de Gilmar como “tom de ameaça” e lembrou uma decisão anterior do ministro sobre o processo de impeachment.
- O senador disse que o comportamento é a continuidade de um modo de operar que mistura politização de decisões técnicas com uso de ameaças por meio de veículos de imprensa ou redes sociais.
- Gilmar Mendes havia afirmado que a CPI não tem base legal para indiciar ministros, afirmando que essa competência é da polícia; ele também criticou vazamentos seletivos durante sessão da Segunda Turma do STF.
O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou nesta terça-feira que o ministro Gilmar Mendes, do STF, tem um modus operandi de atuação política. A declaração ocorreu em resposta às críticas do magistrado à comissão.
A CPI analisa, ainda hoje, o relatório final de Vieira, que pede o indiciamento de três ministros do Supremo: Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Também pode ser alvo de indiciamento o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Vieira classificou o tom de Gilmar como uma ameaça e destacou episódios anteriores em que o ministro teria interferido em processos envolvendo o impeachment. O senador afirmou que existe uma prática de politização de decisões técnicas e de usan de veículos de comunicação para pressionar.
GILMAR Mendes havia criticado os “excessos” da CPI, segundo ele configurando abuso de autoridade que deve ser apurado pela PGR. Para Gilmar, a comissão não tem base legal para indiciar ministros, argumentando que essa competência pertence à polícia e não envolve crimes de responsabilidade.
Durante a sessão da Segunda Turma do STF, Gilmar voltou a criticar a condução da CPI, citando supostos vazamentos seletivos e narrativas apressadas. O ciclo de críticas e defesas aponta para uma tensão entre o colegiado e o STF, com desdobramentos ainda a serem apresentados.
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