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Ameaças a candidatos presidenciais aumentam a tensão eleitoral na Colômbia

Governo solicita à Promotoria-Geral apuração da origem das ameaças a Paloma Valencia e outros candidatos; recompensa de até 1 bilhão de pesos por informações

Pré-candidato presidencial Miguel Uribe morreu em agosto de 2025 após um atentado
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  • Ameaças a candidatos presidenciais elevam a tensão na Colômbia; ex-presidente Álvaro Uribe publicou em redes sociais uma coroa fúnebre e um falso obituário direcionados a Paloma Valencia.
  • O ex-mandatário também mencionou que já houve ataques a Miguel Uribe e a outras pessoas, e pediu resistência contra o crime. Abelardo de la Espriella, da Defensores de la Patria, disse ter recebido as mesmas ameaças e prestou solidariedade a Valencia.
  • O governo pediu à Promotoria-Geral que investigue a origem das ameaças nas redes sociais; o ministro da Defesa anunciou recompensa de até US$ 277 mil (cerca de R$ 1,1 milhão) para informações que identifiquem responsáveis.
  • Segundo a Missão de Observação Eleitoral, o país registrou mais de cem agressões contra pessoas envolvidas na política em 2025; o atentado a Miguel Uribe, em 7 de junho de 2025, acendeu o alerta.
  • A Unidade Nacional de Proteção reforçará a segurança de 14 candidatos presidenciais e de seus candidatos a vice, em meio ao primeiro turno marcado para 31 de maio.

Ameaças a candidatas presidenciais elevam tensão na Colômbia, com o governo pedindo apuração. Na manhã de domingo, Álvaro Uribe, ex-presidente e líder do Centro Democrático, publicou uma imagem com uma coroa fúnebre e um obituário falso relacionado a Paloma Valencia. A postagem também citou ameaças anteriores a outros nomes.

Uribe afirmou, em tom de alerta, que há redes que permitem atos de intimidação e pediu proteção para Paloma Valencia. Em sequência, o ex-mandatário mencionou supostas agressões a Miguel Uribe, Paloma Valencia e outras pessoas, elevando o tom de desconfiança sobre o pleito.

Abelardo de la Espriella, do movimento Defensores de la Patria, também relatou ter recebido ameaças semelhantes e manifestou solidariedade a Paloma Valencia. Ele classificou os autores como covardes e reiterou apoio à democracia e à institucionalidade.

A reação oficial foi rápida. O governo solicitou à Promotoria-Geral a investigação da origem das ameaças nas redes sociais. O ministro da Defesa informou uma recompensa de até 1 bilhão de pesos colombianos (cerca de US$ 277 mil) por informações que ajudem a identificar os responsáveis.

Segundo o general da reserva Pedro Sánchez, a recompensa visa permitir antecipar e neutralizar riscos contra a vida de candidatos e o processo eleitoral. A declaração ocorreu em meio a uma campanha marcada por episódios de violência política.

A atual disputa eleitoral também tem sido marcada por ataques contra inserções políticas, com o atentado a Miguel Uribe em junho de 2025 sendo citado como marco de preocupação, e a morte de Uribe Turbay no ano anterior ainda repercutindo no debate público.

Dados da Missão de Observação Eleitoral indicam mais de 100 agressões contra pessoas ligadas a contextos políticos em 2025. O ministro do Interior, Armando Benedetti, ressaltou que o governo rejeita as ameaças e assegura medidas de proteção aos candidatos, incluindo os de oposição.

A Unidade Nacional de Proteção informou que reforçará a segurança de 14 candidatos registrados e de seus acompanhantes de chapa. A atuação busca garantir o direito ao exercício democrático no primeiro turno, marcado para 31 de maio, segundo a agenda oficial.

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