- Deputados da base governista e do PT criticam, nos bastidores, a decisão de Lula de enviar um projeto de lei em regime de urgência que acaba com a jornada 6X1.
- Lula almoçou nesta terça-feira (14) com Hugo para tratar do tema, enquanto a leitura é de que a PEC de Reginaldo Lopes e Erika Hilton pode chegar antes ao plenário, colocando o PL do governo em segundo plano.
- Caso a PEC avance, após quarenta e cinco dias ela pode trancar a pauta do Congresso.
- Paulo Azi (União-BA) foi designado como relator na Comissão de Constituição e Justiça.
- O governo teme que a PEC, ao ser promulgada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não passe pela sanção ou veto presidencial e que haja modificações por pressão de empresários.
O que aconteceu envolve divergências dentro da base aliada sobre a estratégia do governo. Parlamentares criticam a decisão de enviar ao Congresso um projeto de lei com regime de urgência que encerra a jornada 6X1 e reduz a escala de trabalho.
Houve reunião entre o presidente Lula e o provável ministro da Casa Civil, Hugo, em almoço nesta terça-feira, 14, para tratar do tema. A expectativa é de que a PEC criada pelo deputado Reginaldo Lopes e pela deputada Erika Hilton chegue ao plenário com prioridade de votação.
A leitura de bastidores aponta que a PEC pode avançar primeiro, superando o projeto do governo, e, caso passe, entraria em tramitação rápida. Em 45 dias, o regime de urgência pode travar a pauta do Congresso.
Contexto político
Paulo Azi, do União, foi indicado relator na CCJ. O Palácio do Planalto teme que a PEC seja promulgada pelo Senado sem sanção presidencial, o que poderia abrir a possibilidade de alterações ocorrerem na prática.
Outra preocupação é a pressão de setores empresariais, que poderia influenciar mudanças relevantes no texto durante a tramitação. A expectativa é acompanhar os próximos desdobramentos no Congresso.
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