- A CPI do Crime Organizado lê hoje o relatório final do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e deve votá-lo.
- Claudio Castro não comparece à oitiva por lombalgia aguda; a presença era obrigatória após convocação.
- A comissão buscava ouvir pelo menos onze governadores e seus secretários de Segurança; até agora, apenas Jorginho Mello participou.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não autorizou prorrogação dos trabalhos, citando o período eleitoral.
- Decisões do Supremo Tribunal Federal limitaram as ações da CPI, que terminou o four meses com mais de noventa convites não cumpridos.
A CPI do Crime Organizado realiza hoje a sua última reunião, sem a presença do ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro. O colegiado deve votar o relatório final elaborado pelo senador Alessandro Vieira. Castro foi diagnosticado com lombalgia aguda e não comparecerá à oitiva.
A sessão ocorre em meio à prorrogação dos trabalhos negada anteriormente. A comissão havia marcado depoimento de Castro, convocação que acabou desrespeitada devido ao atestado médico. A expectativa era que o ex-governador esclarecesse ações ligadas ao crime organizado no estado.
Até o momento, a CPI já ouviu poucos governadores. A cúpula do grupo chegou a defender a prorrogação, mas não recebeu apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que apontou questões eleitorais como justificativa.
Entre os convidados ausentes estão o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e Ibaneis Rocha, ex-governador do Distrito Federal, ambos com habeas corpus e desobrigados de comparecer. A audiência focava, entre outros pontos, o caso do Banco Master.
Nas últimas semanas, a comissão enfrentou limitações determinadas pelo Supremo Tribunal Federal, o que influenciou o andamento dos trabalhos. A gestão do caso do banco foi objeto de críticas por parte da liderança da CPI.
A CNN Brasil aportou informações sobre o ritmo do trabalho da comissão, que terminou sem ouvir mais de 90 pessoas convidadas ou convocadas. O relatório final deverá indicar desdobramentos e recomendações para o Senado.
O relatório de Alessandro Vieira analisa atuação do crime organizado no país e as eventuais ligações com governos estaduais. Ainda não há data para eventual leitura de votos ou decisões adicionais pela CPI.
Fontes associadas à matéria destacam que o debate continuará sob a ótica de apuração, com foco em evidências já apresentadas e em desdobramentos esperados para o plenário do Senado.
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