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CPI do Crime Organizado rejeita relatório contra ministros do STF após manobra

Relatório contra ministros do STF é rejeitado pela CPI do Crime Organizado; votação de cinco horas aponta impasse e frustração com não prorrogação dos trabalhos

Imagem da CPI do Crime Organizado para leitura e deliberação do relatório final. (Foto: Carlos Moura / Agência Senado)
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  • O relatório final da CPI do Crime Organizado foi rejeitado pelos parlamentares, com quatro votos a favor e seis contra, após cinco horas de discussão.
  • O documento, assinado pelo senador Alessandro Vieira, pedia o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal e do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.
  • O presidente da CPI, Fabiano Contarato, lamentou que a presidência da Câmara não tenha prorrogado os trabalhos, o que teria inviabilizado novas investigações.
  • Houve mudança na composição da comissão pouco antes da votação, com troca de membros da oposição por governistas, em movimento parecido ao visto antes da CPI do INSS.
  • Além de crimes ligados a organização criminosa, a CPI também levantou dados sobre lavagem de dinheiro, infiltração no poder público e atuação em atividades econômicas envolvendo facções.

A CPI do Crime Organizado rejeitou nesta terça-feira o relatório final apresentado pelo senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe. A peça, com 221 páginas, pedia o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal e do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet. A votação terminou com 4 votos a favor e 6 contra, após cerca de cinco horas de debate, conforme a agência Senado.

O presidente da CPI, Fabiano Contarato, do PT do Espírito Santo, avaliou que a comissão não alcançou os resultados desejados e lamentou a decisão de não prorrogar os trabalhos pela mesa diretora da Câmara, potencialmente impedindo novas investigações. Contarato destacou que a CPI não atingiu o objetivo de aprofundar investigações.

Pouco antes da votação, houve mudanças na composição do colegiado. O painel indicou a troca de membros da oposição por governistas, em uma movimentação similar à observada na votação da CPI do INSS. Além das buscas por atuação de facções criminosas na ocupação territorial, o grupo também mapeou crimes ligados a atividades econômicas, lavagem de dinheiro e infiltração no poder público, incluindo o episódio ligado ao Banco Master.

Mudanças na composição e contexto

A reorganização do plenário ocorreu próximo da sessão de votaçāo, segundo relatos de parlamentares, o que gerou críticas de parte da oposição sobre a condução dos trabalhos. A CPI havia investigado, entre outros pontos, o relacionamento entre organizações criminosas e estruturas estatais, bem como a influência de agentes externos em decisões públicas.

Entre os temas apontados pelo relatório estavam danos à máquina estatal, operações financeiras ilícitas e a possível blindagem de certos atores públicos. O debate ficou marcado pela tensão entre o impulso de aprofundar as investigações e a decisão de encerrar a atuação antes de se chegar a um indiciamento formal.

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