- Eduardo Bolsonaro faltou ao interrogatório marcado pelo STF na ação penal por coação no curso do processo.
- O depoimento, que era parte do andamento do caso, pode levar o processo às fases finais antes do julgamento.
- Ele não indicou advogado e é representado pela Defensoria Pública da União (DPU).
- O juiz relator abriu prazo de cinco dias para que a DPU e a PGR informem se requerem novas diligências; sem novas medidas, o caso pode seguir diretamente para alegações finais.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro não compareceu ao interrogatório marcado no STF nesta terça-feira, 14. Ele é réu na ação penal por coação do Judiciário, processo que tramita no Supremo. O depoimento era parte da fase inicial do caso, que pode caminhar para as etapas finais sem oitiva.
Eduardo não apresentou defesa técnica própria: não indicou advogado e é representado pela Defensoria Pública da União (DPU). A PGR acusa o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro de tentar beneficiar o pai e de articular medidas contra o Brasil nos Estados Unidos.
Durante a audiência, o juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, informou que a ausência do réu comprometeu o interrogatório. Moraes abriu prazo de cinco dias para que DPU e PGR indiquem se é necessária a prática de diligências adicionais.
Situação processual
Caso não haja requerimento de novas diligências, o magistrado poderá abrir prazo para as alegações finais. Primeiro, a PGR apresentará as suas razões, e, em seguida, a DPU.
A decisão sobre as próximas etapas dependerá do andamento das manifestações das partes dentro do novo prazo estabelecido. O STF não anunciou uma data fixada para o julgamento neste momento.
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