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Eduardo Bolsonaro deixa de comparecer a interrogatório no STF

Eduardo Bolsonaro falta a interrogatório no STF em ação por coação do Judiciário; caso pode avançar às alegações finais após prazo de diligências

Eduardo Bolsonaro dá entrevista à Reuters em Washington, D.C., EUA, em 14 de agosto de 2025. — Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak
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  • Eduardo Bolsonaro faltou ao interrogatório marcado pelo STF na ação penal por coação no curso do processo.
  • O depoimento, que era parte do andamento do caso, pode levar o processo às fases finais antes do julgamento.
  • Ele não indicou advogado e é representado pela Defensoria Pública da União (DPU).
  • O juiz relator abriu prazo de cinco dias para que a DPU e a PGR informem se requerem novas diligências; sem novas medidas, o caso pode seguir diretamente para alegações finais.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro não compareceu ao interrogatório marcado no STF nesta terça-feira, 14. Ele é réu na ação penal por coação do Judiciário, processo que tramita no Supremo. O depoimento era parte da fase inicial do caso, que pode caminhar para as etapas finais sem oitiva.

Eduardo não apresentou defesa técnica própria: não indicou advogado e é representado pela Defensoria Pública da União (DPU). A PGR acusa o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro de tentar beneficiar o pai e de articular medidas contra o Brasil nos Estados Unidos.

Durante a audiência, o juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, informou que a ausência do réu comprometeu o interrogatório. Moraes abriu prazo de cinco dias para que DPU e PGR indiquem se é necessária a prática de diligências adicionais.

Situação processual

Caso não haja requerimento de novas diligências, o magistrado poderá abrir prazo para as alegações finais. Primeiro, a PGR apresentará as suas razões, e, em seguida, a DPU.

A decisão sobre as próximas etapas dependerá do andamento das manifestações das partes dentro do novo prazo estabelecido. O STF não anunciou uma data fixada para o julgamento neste momento.

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