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Eleitorado 60+ cresce 74% desde 2010, atinge 36 milhões

Eleitores com 60+ crescem 74% desde 2010, chegando a 36,2 milhões, com Sul e Sudeste concentrando maior participação e peso em disputas apertadas

Avanço da população idosa amplia participação nas urnas e pode influenciar resultados em disputas eleitorais apertadas
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  • O eleitorado com 60 anos ou mais cresceu 74% entre 2010 e 2026, de 20,8 milhões para 36,2 milhões, subindo a participação de 15,3% para 23,2%.
  • Regiões Sul e Sudeste concentram as maiores proporções de idosos aptos a votar, com Rio Grande do Sul em 29%, Rio de Janeiro 28% e Minas Gerais 26%.
  • Rio Grande do Sul teve o maior crescimento relativo do 60+, entre 2010 e 2026, com alta de 11,2 pontos percentuais, seguido por Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
  • Entre 60 a 69 anos, o voto é obrigatório e o comparecimento em 2022 foi de 85,7%, com 14,3% de abstenção; já entre 70 anos ou mais, o voto é facultativo e 41,1% foram às urnas em 2022, contra 58,9% que não compareceram.
  • Em números absolutos, o engajamento 60+ foi de 15,3 milhões em 2014, 17,7 milhões em 2018 e 21,6 milhões em 2022, indicando peso potencial em disputas eleitorais acirradas.

O eleitorado com 60 anos ou mais cresceu 74% entre 2010 e 2026, segundo estudo da Nexus com dados do TSE. O total passou de 20,8 milhões para 36,2 milhões, aumentando a participação de 15,3% para 23,2%.

Entre 2010 e 2026, o grupo 60+ acompanhou a evolução demográfica: a população idosa saiu de 7% para 16% do total. O envelhecimento impacta o cenário eleitoral, sobretudo em disputas apertadas.

Regiões Sul e Sudeste concentram as maiores proporções de eleitores idosos aptos a votar. RS lidera com 29%, seguido por RJ (28%), MG (26%), SP (25%) e PR (24%).

Distribuição regional

Estados do Norte apresentam perfil mais jovem. Amapá, Amazonas e Roraima têm 15% de 60+, enquanto Acre registra 16%. Esses números mostram desigualdades geográficas na composição da urna.

O envelhecimento avança rapidamente em alguns estados: RS teve alta de 11,2 p.p. entre 2010 e 2026; ES subiu 10,2 p.p., MG 9,8 p.p. e RJ 9,5 p.p.

Comparecimento e abstenção

Entre 60-69 anos, o voto é obrigatório e o comparecimento em 2022 foi de 85,7%, acima da média nacional de 79,1%. A abstenção ficou em 14,3%, menor que os 20,9% nacionais.

Entre 70 anos ou mais, cujo voto é facultativo, 2022 registrou 41,1% de comparecimento e 58,9% de abstenção, com tendência de crescimento gradual da participação nessa faixa.

Engajamento absoluto vem aumentando: 15,3 milhões votaram em 2014, 17,7 milhões em 2018 e 21,6 milhões em 2022. A projeção para 2026 ainda é parcial.

Peso nas eleições

Os dados indicam que a geração 60+ pode influenciar disputas eleitorais, sobretudo em cenários com margens próximas a 2 milhões de votos, conforme comparação com resultados de 2022.

Metodologia

A Nexus utiliza bases públicas do TSE, com coleta em 1º de março de 2026. O estudo analisa cadastro, comparecimento e abstenção, considerando 60+ dividido em 60-69 e 70+.

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