- Lula afirmou que Alexandre Ramagem é “um golpista” e que ele deve voltar ao Brasil para cumprir a pena.
- Ramagem foi preso pelo serviço de imigração dos Estados Unidos (ICE), onde estava foragido desde novembro de 2025, após ter sido localizado no país.
- O ministro Alexandre de Moraes já havia determinado a prisão preventiva do ex-deputado.
- O Ministério da Justiça formalizou, em dezembro de 2025, o pedido de extradição e enviou ao Itamaraty; o processo tramita por via diplomática.
- Ramagem foi cassado pela Câmara dos Deputados antes da fuga, perdeu o passaporte diplomático e foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a dezesseis anos de prisão por participação na tentativa de golpe, incluindo abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que o ex-deputado Alexandre Ramagem é um golpista e deve retornar ao Brasil para cumprir a pena. A declaração foi dada em entrevista aos sites Brasil 247, Revista Fórum e DCM.
Ramagem foi preso pelo ICE, órgão de imigração dos EUA, após ser localiz ado no país, onde estava foragido desde novembro de 2025. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, já havia determinado a prisão preventiva do ex-deputado.
O Ministério da Justiça formalizou, em dezembro de 2025, o pedido de extradição e o encaminhou ao Itamaraty. O processo tramita de forma diplomática, conforme o tratado de extradição entre Brasil e Estados Unidos.
Antes da fuga, Ramagem teve o mandato cassado pela Câmara e perdeu o passaporte diplomático. O STF o condenou a 16 anos de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado, com crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.
Contexto legal e próximos passos
A extradição depende de avaliação do Itamaraty e das autoridades norte-americanas. A defesa pode apresentar recursos dentro do sistema jurídico dos EUA e no Brasil. Não há, ainda, data definida para o desfecho do processo.
Ramagem atuou como diretor da Agência Brasileira de Inteligência e foi condenado por fatos ocorridos antes da diplomação. A decisão envolve questionamentos sobre a responsabilização em casos de violação democrática.
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