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Lula reafirma candidatura por compromisso cristão frente ao fascismo

Lula reafirma candidatura por compromisso moral contra o fascismo, após dúvidas anteriores; analistas veem cálculo político e pressão do mercado

Após falar que poderia não disputar a reeleição, Lula reafirma candidatura por "compromisso cristão" contra o "facismo". (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
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  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que disputará as eleições por um “compromisso cristão” de não permitir que um fascista volte a governar o país.
  • Lula se refere ao pré-candidato Flávio Bolsonaro como ameaça e mencionou dúvidas sobre sua candidatura em entrevista recente.
  • Para decidir a candidatura, haverá convenção em junho, e o governo precisa apresentar um programa novo para o país.
  • Analistas ouvidos pela Gazeta do Povo apontam cálculo político e pressão do mercado financeiro por um outro candidato; Lula afirmou que quer ir além de políticas de inclusão social.
  • O presidente citou a religião ao falar de guerra de jogatina no Brasil e defendeu o papa Leão XIV após críticas de Donald Trump.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 14, que disputará as eleições por um compromisso cristão de não permitir que um fascista volte a governar o país. A declaração foi dada aos sites Brasil 247, DCM e Revista Fórum.

Lula havia indicado dúvida sobre a própria candidatura em entrevista ao ICN Notícias no dia 8, dizendo que ainda não decidiu se vai concorrer e que haverá uma convenção em junho para definir um programa e propostas.

Analistas ouvidos pela Gazeta do Povo avaliam que a dúvida pode ter tido=nil intenção estratégica, associada a reações do mercado financeiro. O presidente mencionou esse cenário ao falar em condições políticas.

O petista criticou a ideia de apostas políticas e voltou a enfatizar a religião durante a entrevista, dizendo que é preciso encerrar uma guerra de jogatina que, para ele, assedia o Brasil.

Lula reforçou ainda que, como cristão, não concorda com cassinos e afirmou buscar propostas que, segundo ele, vão além do que o mercado deseja.

O presidente também comentou a atuação do papa Leão XIV, defendendo-o diante de críticas proferidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que não há necessidade de temer ninguém.

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