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Ministros do STF reagiram com fúria à CPI do Crime Organizado, segundo apuração

Indiciamento de Moraes, Toffoli e Mendes é rejeitado pela CPI; ministros prometem retaliação e cobram inquéritos contra senadores por abuso de autoridade

Ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes em sessão do STF (Foto: Luiz Silveira / STF)
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  • Indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli foi pedido pela CPI do Crime Organizado, mas o relatório foi rejeitado na terça-feira (14).
  • O documento apontava crimes de responsabilidade e citava conflito de interesses envolvendo Toffoli e Moraes com um banqueiro investigado; Mendes é acusado de manobras para anular quebras de sigilo da CPI.
  • Os ministros reagiram com irritação, dizendo que o relatório busca emparedar o Judiciário para ganhos eleitorais e defendem inquéritos contra senadores por abuso de autoridade.
  • A rejeição ocorreu por 6 votos a 4, após uma troca de membros da CPI por parlamentares do PT que facilitou a aprovação do relatório.
  • Mesmo com o relatório, as chances de impeachment são praticamente nulas, pois dependem da vontade do presidente do Senado; Davi Alcolumbre sinalizou que não pretende avançar com ações contra a Suprema Corte.

Nesta terça-feira (14), o pedido de indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes na CPI do Crime Organizado gerou tensão em Brasília. O relatório foi rejeitado pela comissão, mas houve sinalização de retaliação contra senadores por suposto abuso de autoridade.

O documento foi elaborado pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira, e apontava crimes de responsabilidade, não crimes comuns com prisão imediata. A investigação envolvia o STF na linha de frente do tema, com alcance político.

O relatório citou conflitos de interesse: Toffoli e Moraes teriam relações com um banqueiro investigado por fraudes. Mendes foi acusado de manobrar processos para anular quebras de sigilo aprovadas pela CPI.

Gilmar Mendes e Dias Toffoli reagiram publicamente, dizendo que o texto busca pressionar o Judiciário para ganhos eleitorais. Eles defendem abertura de inquéritos contra senadores por abuso de autoridade.

A votação final na comissão destinou o indiciamento a rejeição por 6 votos a 4. Senadores governistas e do Centrão substituíram críticos ao STF por aliados, moldando o placar.

Mesmo com a rejeição, há sombras de ações futuras. A possibilidade de impeachment depende da decisão do presidente do Senado, hoje indicado como não apoiar afastamentos da Suprema Corte.

A equipe da Gazeta do Povo acompanhou o desenrolar e mantém a apuração sobre os desdobramentos e o impacto político do episódio.

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