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MP discute multa em proposta de delação de Beto Louco, ligado ao PCC

MP discute multa na delação de Roberto Leme, ligado ao PCC, que incluiria ressarcimento de impostos e envolve esquema de fraudes de R$ 52 bilhões

Ministério Público de São Paulo
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  • Ministério Público de São Paulo discute a multa na delação premiada de Roberto Leme, o “Beto Louco”, ligado ao PCC, nas investigações da Carbono Oculto.
  • A proposta envolve o pagamento integral dos impostos devidos ao Estado caso o acordo seja aceito; o empresário já sinalizou ressarcimento, mas os valores não foram divulgados.
  • A delação ainda está em discussão; a defesa de Beto Louco entregou aos promotores um documento que pode revelar a participação de servidores públicos e magistrados no esquema envolvendo postos de combustíveis e fintechs.
  • A CNN Brasil apurou que o pagamento dos impostos entraria na conta se o acordo for firmado, em meio a um esquema que movimentou mais de R$ 52 bilhões.
  • A decisão sobre a proposta caberá ao procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa.

O Ministério Público de São Paulo discute a multa do acordo de delação premiada de Roberto Leme, o “Beto Louco”, ligado ao PCC, nas investigações da Operação Carbono Oculto. O acordo ainda não foi fechado.

A CNN Brasil apurou que o pagamento integral dos impostos devidos ao Estado entraria na conta, caso o acordo seja aceito. O empresário é apontado como responsável por uma rede de fraudes fiscais e contábeis que movimentou mais de R$ 52 bilhões.

A delação está em negociação no Ministério Público. Mesmo sem interesse no acordo, a defesa pode formalizar um acordo junto à Polícia Civil de São Paulo.

Proposta em análise

A defesa enviou aos promotores uma proposta para revelar a participação de servidores públicos e magistrados no esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis e fintechs.

Segundo a apuração da Folha, confirmada pela CNN Brasil, ele concordou com o pagamento de milhões de reais como ressarcimento ao Estado pelos crimes; valores permanecem sob sigilo.

Nos documentos apresentados, constam dados de dezenas de celulares usados no esquema, dos quais os promotores poderão extrair evidências. A delação não aponta acusações contra pessoas com foro privilegiado em Brasília.

Agora, caberá ao procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, decidir pela aceitação ou recusa da proposta de delação de Beto Louco.

Em janeiro, o procurador-geral afirmou que a Carbono Oculto é um dos esquemas mais sofisticados já desbaratados, extrapolando o PCC e envolvendo facilitação de agentes públicos, conforme entrevista à imprensa.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa de Roberto Leme para um posicionamento oficial sobre o caso. O espaço está aberto.

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