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Políticos franceses aprovam projeto sobre artefatos saqueados na era colonial

Câmara baixa aprova, por unanimidade, projeto de restituição de obras saqueadas na era colonial, abrindo caminho para devoluções antes do verão

A 2022 exhibition of artworks held by France in Cotonou.
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  • A Câmara dos Deputados da França aprovou, por voto unânime, um projeto de lei para facilitar a restituição de obras de arte saqueadas durante a era colonial, cumprindo uma promessa de quase dez anos.
  • O texto segue após a adoção do projeto pelo Senado em janeiro e deve virar lei antes do verão.
  • O projeto não menciona explicitamente o termo colonialismo, o que provocou críticas de opositores e debates acalorados.
  • O texto prevê a análise de duas comissões para decidir, mediante solicitações formais de países, se uma obra deve ser devolvida, com aprovação do governo.
  • Mesmo entre a esquerda, houve ressalvas de que a lei deixa de nomear o colonialismo, o que alguns consideram um enfraquecimento do rigor histórico.

O plenário da Câmara dos Deputados da França aprovou, por votação unânime, um projeto de lei destinado a facilitar a restituição de obras de arte saqueadas durante o período colonial. A medida atende a uma promessa feita há quase uma década pelo presidente Emmanuel Macron e busca reverter parte de um passado marcado por expropriação cultural.

O texto, cuja tramitação já tinha sido aprovada pelo Senado em janeiro, estabelece um procedimento mais ágil para devoluções a países africanos que apresentem demandas formais. A lei deve entrar em vigor antes do verão, segundo estimativas de governo e legisladores.

Contexto e controvérsias

Parlamentares das duas alas reconheceram o avanço histórico representado pela iniciativa, mas apontaram falhas no texto. A ausência de menção explícita ao colonialismo gerou críticas de setores à esquerda, que defendem o reconhecimento direto do regime colonial na norma.

Defensores da medida destacam que o foco é criar um mecanismo técnico para restituir itens comprovadamente saqueados, com comitês formados por peritos e representantes dos países requerentes. Críticos argumentam que a redação pode abrir portas para uma série de reivindicações futuras.

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