- A Polícia Federal deflagrou, na manhã de terça-feira 14, a operação Cítrico em Cabedelo (Paraíba) e cumpriu 21 mandados, incluindo o afastamento do prefeito Edvaldo Neto.
- Edvaldo Neto, do Avante, é alvo de investigação que aponta esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento a organização criminosa ligada à facção Tropa do Amigão, braço do Comando Vermelho.
- Eleito em eleição suplementar realizada no dia 12, Edvaldo havia assumido interinamente a prefeitura em dezembro, substituindo o cassado André Coutinho, também do Avante.
- A operação envolve Polícia Federal, Ministério Público da Paraíba (Gaeco) e Controladoria-Geral da União, com acusação de infiltração de criminosos na estrutura da prefeitura e uso de contratos para manter influência e recursos.
- A defesa nega as acusações, afirma que o afastamento é provisório e diz que Edvaldo enviou à Câmara um projeto antifacção para vedar contratações de pessoas investigadas.
Edvaldo Neto, prefeito afastado de Cabedelo, na Paraíba, foi afastado do cargo nesta terça-feira, 14, durante operação da Polícia Federal que apura fraudes em licitações, desvios de recursos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de organização criminosa. A ação envolve a facção citada pela PF e grupos ligados ao CV.
A investigação aponta infiltração de membros da organização criminosa na estrutura da prefeitura e uso de contratos para manter influência e facilitar a circulação de recursos públicos. O grupo seria composto por agentes políticos, empresários e integrantes da organização criminosa, segundo a PF.
Neto havia sido eleito em eleição suplementar realizada no último domingo, 12, após cassação do então prefeito e da vice. Ele assumiu interinamente em dezembro, substituindo o prefeito cassado, e já ocupava a função provisoriamente desde então.
O caso envolve 21 mandados de busca e apreensão, além do afastamento de Edvaldo Neto e de outros servidores. Valores sob suspeita podem chegar a 270 milhões de reais, segundo a investigação em curso.
Defesa
A defesa informou que o afastamento é provisório e pediu tranquilidade quanto à apuração. Afirmam que não houve vínculo com facção criminosa e destacam que Neto encaminhou projeto de lei antifação ao Legislativo, visando proibir contratações de pessoas envolvidas com crime.
A defesa ressalta, ainda, confiança nas instituições e no restabelecimento da verdade. Diz que a inocência do gestor será reconhecida ao final do processo.
Fontes e contexto
A operação, batizada de Cítrico, é conjunta entre PF, Gaeco do Ministério Público da Paraíba e a Controladoria-Geral da União. O caso envolve a Região Metropolitana de João Pessoa e investiga irregularidades em contratos municipais.
Edvaldo Neto é presidente da Câmara Municipal de Cabedelo, cargo que deixou para assumir a prefeitura, conforme histórico político do município. A Justiça Eleitoral já havia convocado a eleição suplementar para definir o novo chefe do executivo local.
A apuração continua em andamento, com andamento de diligências e coleta de provas para esclarecer as acusações e eventuais responsabilidades. A PF não comenta outros detalhes neste momento.
Notas finais
As informações seguem em atualização conforme a investigação avança e novos dados são disponibilizados pelas autoridades competentes. O Portal Tela acompanha os desdobramentos com foco em dados oficiais e verificados.
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