- A Justiça afastou o prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto, do cargo nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, após operação da Polícia Federal, Gaeco e CGU.
- A investigação apura fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e possível ligação com organização criminosa, com esquema que pode ter movimentado até R$ 270 milhões.
- Indícios apontam para um consórcio envolvendo políticos de alto escalão, empresários e facções criminosas, com possível financiamento da “Tropa do Amigão”, braço do Comando Vermelho na região.
- O afastamento ocorre dois dias após eleições suplementares em Cabedelo, quando Edvaldo Neto foi eleito prefeito; ele era prefeito interino desde 2025, após renúncia do então presidente da Câmara.
- A defesa afirma que a medida é provisória e que não há culpa; aponta que Edvaldo não manteve relação com facção criminosa e reforça compromisso com a legalidade, mencionando ainda projeto antifacção enviado ao Legislativo.
O prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), teve o afastamento decretado pela Justiça nesta terça-feira, 14 de abril de 2026. A decisão ocorreu no âmbito da operação Cítrico, realizada pela Polícia Federal com a participação do Gaeco e da CGU, que apura fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e possível ligação entre autoridades políticas e organizações criminosas. A investigação aponta indícios de um esquema que pode ter movimentado até 270 milhões de reais por meio de contratos fraudulentos.
Segundo as apurações, há indícios de um consórcio envolvendo políticos de alto escalão, empresários e integrantes de facções criminosas, com a possível participação da facção conhecida como Tropa do Amigão, braço do Comando Vermelho na região. A operação ocorre dois dias após as eleições suplementares realizadas em Cabedelo, quando Edvaldo Neto foi eleito prefeito, substituindo o cargo ocupado anteriormente por interino.
Edvaldo Neto assumiu a prefeitura interinamente em 2025, após a renúncia da então presidente da Câmara de Vereadores. A substituição ocorreu devido a suspeitas envolvendo o mandato anterior. Em nota, a defesa do prefeito informou que a medida é provisória e não representa culpa definitiva, destacando que Edvaldo nunca manteve relação com facção criminosa e defendendo a legalidade e a probidade administrativa.
A defesa afirmou ainda que, no dia 13 de abril, foi encaminhado ao Legislativo municipal um projeto de lei de caráter antifação, com o objetivo de proibir a contratação de pessoas investigadas ou processadas por crimes relacionados a drogas e organização criminosa pela Administração pública, reforçando o compromisso com a legalidade. O conjunto de informações será esclarecido no curso do processo, com contraditório e ampla defesa.
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