- Governo de Minas Gerais anunciou mudança na política de visitas em presídios de segurança máxima, com restrição de visitas familiares e regras mais rígidas para presos ligados a facções.
- A medida faz parte de um pacote para endurecer regras e isolar internos, visando impedir que visitas sejam usadas para comandar atividades ilícitas.
- Famílias e defensoras de direitos humanos criticam, afirmando que a restrição pode aumentar o risco de rebeliões e prejudicar a reintegração social. Uma familiar de preso em Francisco Sá comentou que “a família impede rebelião”.
- Também estão previstas a instalação de câmeras de vigilância e o aumento do número de agentes penitenciários nas unidades.
- Especialistas apontam que as medidas devem ser acompanhadas de políticas de ressocialização e apoio psicológico para evitar violência e reincidência.
O governo de Minas Gerais anunciou uma mudança na política de visitas aos presídios de segurança máxima. A medida restringe visitas familiares e impõe regras mais rígidas para detentos considerados faccionados, com o objetivo de dificultar a comunicação entre presos e organizações criminais.
A nova política integra um pacote de endurecimento de regras, que também prevê maior isolamento de presos vinculados a facções, instalação de câmeras de vigilância e aumento do efetivo de agentes nas unidades. A expectativa é reduzir atividades ilícitas dentro dos presídios.
Especialistas destacam que, para evitar impactos negativos, as mudanças devem vir acompanhadas de políticas de ressocialização e apoio psicológico. A Secretaria de Administração Prisional afirma que as medidas visam segurança, ordem e combate ao tráfico de drogas e armas.
Críticas e impactos esperados
Famílias de detentos e defensores de direitos humanos questionam a medida, dizendo que a restrição pode ampliar o risco de conflitos. Eles apontam que o contato familiar é fundamental para a reintegração social dos presos.
O governo diz que a restrição de visitas pode evitar que visitas sejam usadas para comandar atividades criminosas. Ainda não há detalhamento sobre cronogramas de implementação ou avaliação de impactos. O debate público acompanha a atualização das regras.
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