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Toffoli critica relatório da CPI como aventureiro para obter votos

Toffoli classifica relatório da CPI como aventureiro e com alvo de obter votos; vê abuso de poder e defende atuação da Justiça Eleitoral

Os ministros do STF, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, durante a abertura do Ano Judiciário de 2026 do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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  • O ministro Dias Toffoli, do STF, chamou o relatório final da CPI do Crime Organizado do Senado de “excrescência” e disse que o objetivo é obter votos.
  • Ele afirmou que o indiciamento de ministros pode configurar abuso de poder e pode levar à inelegibilidade.
  • Toffoli defendeu a atuação da Justiça Eleitoral para cassar quem usa o poder para obter votos.
  • O relatório, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), propõe o indiciamento de Toffoli, do ministro Gilmar Mendes, do ministro Alexandre de Moraes e do procurador-geral Paulo Gonet.
  • Em fevereiro, Toffoli deixou a relatoria do inquérito do Master; ele é sócio do resort Tayayá, no Paraná, adquirido por fundo ligado ao Master e alvo de investigação da PF.

Dias Toffoli, ministro do STF, afirmou nesta terça-feira que o relatório final da CPI do Crime Organizado do Senado tem o objetivo de obter votos, e classificou o documento como uma excrescência. Segundo ele, o indiciamento de ministros pode configurar abuso de poder e implicar inelegibilidade.

O ministro disse ainda que a Justiça Eleitoral deve cassar quem usa o poder para obter votos, mantendo atuação firme contra práticas antidemocráticas. Em tom crítico, Toffoli afirmou que o relatório é invasivo e sem base jurídica.

Relatório e indiciamentos

Nesta terça, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou o relatório final da CPI, propondo o indiciamento de Toffoli, dos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, pela suposta relação com o Caso Master.

Em fevereiro, Toffoli deixou a relatoria do inquérito que apura fraudes no Master. A PF informou ao presidente do STF que há menções ao nome do ministro em mensagens no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, apreendido na primeira fase da Operação Compliance Zero.

O empreendimento Tayayá, um resort no Paraná, aparece entre os vínculos do caso, já que o resort foi comprado por um fundo ligado ao Master e alvo de investigação da Polícia Federal. O conjunto das informações permanece sob apuração, com desdobramentos em andamento.

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