- Alex Bores, ex-funcionário da Palantir, é deputado da assembleia de Nova York e concorrente em convenção primária para vaga no Congresso; defende regulação rígida de IA e é coautor da Lei RAISE.
- Um super PAC apoiado por nomes de peso de Silicon Valley — incluindo o cofundador da Palantir, Joe Lonsdale, e o fundo Andreessen Horowitz — investe milhões para atrasar sua campanha, argumentando que a regulamentação dificultaria inovação.
- A Lei RAISE exige que grandes desenvolvedores de IA, com receita de pelo menos meio bilhão de dólares por ano, publiquem planos de segurança, divulguem incidentes e mantenham um órgão estatal para acompanhar o setor.
- Bores deixou a Palantir após divergências sobre uso de software em imigração; ele critica o ICE e defende abolir a agência, defendendo políticas públicas mais alinhadas a tecnologia.
- O congressista destaca que regulação de IA pode andar de mãos dadas com inovação e aponta apoio bipartista; também apresentou um conjunto de diretrizes com oito áreas temáticas e quarenta e três pontos para orientar políticas de IA.
Alex Bores, deputado da Assembleia de Nova York e ex-funcionário da Palantir, está disputando uma vaga no Congresso dos EUA. Sua candidatura ocorre em um cenário de fortes campanhas de regulação de IA, apoiadas por grandes nomes de Silicon Valley.
A narrativa envolve um super PAC chamado Leading the Future, financiado por executivos de peso como Greg Brockman, da OpenAI, Joe Lonsdale da Palantir e a firma Andreessen Horowitz. O grupo lançou uma ofensiva para frear a campanha de Bores, criticando sua visão regulatória sobre IA.
Bores defende maior regulação de IA, incluindo a aprovação da Lei RAISE, que exige planos de segurança pública para sistemas de IA de grande porte. A lei já virou referência no estado de Nova York, com adesões bipartidárias na Assembleia e no Senado.
Segundo o candidato, a oposição financeira busca impedir avanços regulatórios que, segundo eles, poderiam prejudicar a inovação. A operação de arrecadação e os anúncios miram não apenas a eleição, mas desestimular candidaturas que defendem normas mais rigorosas.
Bores pondera que a regulação de IA não é antinacional, citando diferenças com políticas de outros países. Ele ressalta a importância de padrões técnicos, proteção de dados e salvaguardas para o emprego, destacando também impactos sobre consumidores e trabalhadores.
Questionado sobre o ambiente político nacional, Bores afirma que há apoio bipartidário para ações de segurança em IA, especialmente em temas como proteção de crianças e privacidade de dados. Em paralelo, observa que o vácuo regulatório federal é um tema central.
O republicano e democrata lembram que várias propostas estaduais já avançaram, e destacam que a regulamentação pode coexistir com inovação, desde que haja padrões confiáveis e transparência. A campanha de Bores continua em meio a mensagens de alto custo na arena estadual.
O candidato também comenta estratégias de comunicação, afirmando que o confronto com interesses financeiros molda o tom da disputa. Ele diz que, caso vença, deverá enfrentar pressões de potências do setor e de oponentes com grandes recursos.
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