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Anvisa rastreia insumos irregulares em canetas para obesidade manipuladas

Anvisa identifica insumos irregulares e risco de contaminação em canetas para obesidade manipuladas; endurecimento de regras e cooperação com profissionais de saúde

Canetas para tratamento da obesidade só devem ser usadas com orientação especializada e mediante prescrição. Foto: Myskin/Adobe Stock
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  • A Anvisa identificou falhas na fabricação de canetas para obesidade manipuladas, incluindo risco de contaminação e uso de insumos irregulares.
  • Problemas abrangem esterilização, armazenamento e cadeia de transporte, além de ausência de controle de cadeia fria e de condições ambientais.
  • A agência vai endurecer regras para importação e manipulação, com proposta a ser publicada até o dia 17.
  • Entre novembro de 2025 e abril, foram importados mais de 100 quilos de ingrediente farmacêutico ativo da tirzepatida, suficiente para cerca de 20 milhões de canetas de 5 mg.
  • A Anvisa firmou cooperação com os conselhos de Medicina, Farmácia e Odontologia, criou grupos de trabalho e solicitará ações educativas sobre uso seguro e notificação de eventos adversos.

A Anvisa identificou falhas na fabricação de canetas para obesidade manipuladas, com risco de contaminação e uso de insumos irregulares. A avaliação foi divulgada após reunião da diretoria na quarta-feira, 15, em Brasília. A agência informou que vai endurecer a fiscalização e implementar novas exigências anunciadas no dia 6. A pauta de mudanças foi adiada para 29.

Segundo Leandro Safatle, diretor-presidente da Anvisa, os problemas comprometem a segurança do paciente. A farmacêutica Eli Lilly é a única autorizada a comercializar tirzepatida no Brasil, mas a manipulação ocorre em farmácias especiais. A Anvisa apontou riscos na cadeia de produção, como esterilização inadequada e falhas no armazenamento.

  • Riscos identificados: contaminação biológica pela falta de esterilização; falhas na cadeia de transporte e armazenamento; controle inadequado de cadeia fria; uso de insumos com qualidade duvidosa e origem desconhecida. Esses fatores elevam o potencial de eventos adversos graves.

A agência informou que medicamentos manipulados costumam ser vendidos sem prescrição e que houve estoque irregular em farmácias de manipulação. Safatle ressaltou que isso contribui para a banalização do uso e amplia o risco sanitário, exigindo respostas regulatórias.

Medidas e cooperação

Daniel Pereira, responsável pela relatoria, informou que propostas para reformar regras de importação e manipulação do ingrediente ativo serão publicadas até 17. A Anvisa adiou a decisão para aprofundar consultas e subsídios. Entre novembro de 2025 e abril, foram importados mais de 100 kg de IFA de tirzepatida, suficiente para cerca de 20 milhões de canetas de 5 mg.

Safatle assinou termos de cooperação com os conselhos de Medicina, Farmácia e Odontologia para promover uso seguro das canetas. Foram criados dois grupos de trabalho: um com integrantes de todas as diretorias e outro com representantes dos Conselhos. A ação envolve educação de profissionais de saúde e da população, além de notificação de eventos adversos.

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