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Boulos afirma fim da escala 6 por 1 é para agora

Governo avança com urgência o fim da escala seis por um; prazo de até quarenta e cinco dias para votação na Câmara e igual no Senado, enquanto oposição tenta adiar

Brasília (DF) 21/01/2026 - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, participa do programa Bom Dia, Ministro Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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  • O governo afirma que o fim da escala 6 por 1 é “para agora” e com urgência, segundo o ministro Guilherme Boulos.
  • Boulos diz que adiar a votação é estratégia dos bolsonaristas, que seriam contra a medida.
  • Lula encaminhou a proposta ao Congresso em regime de urgência constitucional, com prazo de até 45 dias para votação na Câmara e mais 45 no Senado.
  • O ministro aposta que, até 14 de julho, a pauta deve tramitar e, até agosto, o fim da escala pode ser votado e aprovado no país.
  • Boulos cita estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontando que a redução da escala não traria impacto negativo à economia, e que trabalhadores rendem mais descansados.

O governo federal aponta o fim da escala de trabalho 6 por 1 como uma medida imediata, com urgência. O ministro Guilherme Boulos afirma que adiar a votação seria estratégia da oposição.

Na noite de terça-feira 14, o presidente Lula enviou ao Congresso a proposta em regime de urgência constitucional. Fica estabelecido que a Câmara deve votar em até 45 dias e o Senado, em igual prazo.

Boulos também mostrou a intenção de concluir o tema até 14 de julho para evitar que a pauta fique travada nas duas casas. Segundo ele, a ideia é conceder dois dias a mais de descanso para cada trabalhador.

A fala do ministro ressalta que a pauta é básica, defendida pelo presidente Lula, com o objetivo de ampliar o tempo para família, lazer e treinamento profissional. A celeridade, segundo ele, combate a estratégia de postergar o debate.

Ele criticou a possibilidade de uma transição de cinco anos para reduzir a jornada, dizendo que não é aceitável demorar tanto para avançar. Para ele, o fim da escala 6 por 1 é uma prioridade imediata.

Boulos citou estudos do Ipea que apontam que o impacto econômico da redução da escala não seria negativo e que a economia tem capacidade de absorver a mudança. Afirmou também que trabalhadores descansados rendem mais.

Conforme o ministro, manter a escala atual prejudica o desempenho e aumenta o desgaste. A posição do governo é de que a votação deve ocorrer dentro dos prazos regimentais, sem atrasos.

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