- A Polícia Federal prendeu Raphael Sousa em uma operação contra organização criminosa; ele é apontado como ligado à página Choquei, famosa por fofocas e possíveis fake news.
- A Choquei já foi vinculada a episódios problemáticos, incluindo a divulgação de conteúdos que teriam relação com o suicídio de Jéssica Canedo, em dezembro de 2023.
- No caso envolvendo Jéssica, prints de suposto flerte com Whindersson Nunes circularam nas redes; Whindersson negou as informações e a mãe da jovem pediu a retirada do material.
- A página teve interação com a primeira-dama Rosângela da Silva (Janja) e estava envolvida em ações durante a campanha de 2022, apoiando o PT segundo os envolvidos.
- O noticiário mostra que as publicações da Choquei tinham grande alcance e costumavam emitir conteúdos duvidosos, mantendo alto retorno financeiro pela audiência.
A Polícia Federal prendeu Raphael Sousa em uma operação contra uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e transações ilegais. O caso envolve a página de fofocas Choquei, que disseminava fake news e era ligada a conteúdos pró-Lula. A PF não detalhou ainda a relação entre Sousa e os demais investigados, entre eles MC Ryan SP e MC Poze do Rodo.
A Choquei ficou conhecida por publicar matérias controversas e conteúdo questionável nas redes sociais. Em 2023, o perfil ganhou ampla repercussão após a morte de Jéssica Canedo, de 22 anos, que cometeu suicídio após a divulgação de prints atribuídos a um suposto flerte com Whindersson Nunes. A mãe da jovem pediu a retirada das postagens.
Na sequência, a página afirmou manter relação com o atual governo e com políticas de esquerda, além de ter postagens sobre celebridades, política e temas variados. A própria Choquei reconheceu, em nota, que parte de suas informações era falsa, após pressão pública.
Contexto político e relações na rede
Raphael Sousa teve aproximação com figuras públicas, incluindo a primeira-dama Rosângela Silva, a Janja. Durante a campanha de 2022, materiais da Choquei foram usados para divulgação de conteúdos oficiais. Sousa afirmou que colaboradores eram pró-Lula, mas que o pagamento da plataforma não era o objetivo central.
Além de fofocas, a página disseminou anchors de desinformação com tom pró-Lula, atingindo milhares de pessoas. Entre os casos, houve postagem que alegou, de forma falsa, declarações de Damares Alves sobre ações do governo anterior.
Desempenho e impacto na rede
A metodologia da Choquei envolvia ampliação de alcance por meio de publicações, muitas vezes exageradas ou mentirosas. Em 2023, a página divulgou conteúdos enganosos ligados a política internacional e entretenimento. Correções posteriores tinham alcance menor que as publicações originais.
O alcance da página, que já acumulava milhões de seguidores, gerava retorno financeiro por meio de views e publicidade. As redes sociais mantêm sistemas de remuneração baseados no engajamento, o que influenciava o ritmo de novas postagens.
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