Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Fim da escala 6×1 deve intensificar disputa por protagonismos e alternativas

Governo tenta aprovar fim da escala 6x1 em até três meses, com veto a cortes salariais e disputa por protagonismo no Congresso

Plenário da Câmara dos Deputados
0:00
Carregando...
0:00
  • O governo tornou o fim da escala 6×1 prioridade no Congresso, defendendo uma semana de 40 horas sem redução salarial.
  • Lula enviou ao Congresso um projeto de lei com as mudanças, buscando aprovação em até 90 dias e tentando manter protagonismo político.
  • O texto prevê a redução da carga horária de 44 para 40 horas semanais, mantendo a possibilidade de negociações coletivas e proibindo cortes salariais.
  • Enquanto o Planalto negocia, a Câmara mantém a análise da PEC sobre o tema; a CCJ deu mais tempo para estudo e há propostas de transição e compensações tributárias.
  • O governo também apresentou a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, com reajuste de 5,9% no salário mínimo, estimando impacto no orçamento da União.

O governo federal ganhou como prioridade no Congresso a tramitação do fim da escala 6×1. A proposta prevê um dia a mais de descanso semanal sem redução salarial, com impacto direto na CLT. A medida é vista pelo Planalto como ativo eleitoral relevante diante da polarização.

O presidente Lula enviou oficialmente o projeto ao Congresso e afirmou, em redes sociais, que se trata de um avanço para justiça e qualidade de vida. O texto reduz a carga horária de 44 para 40 horas semanais e sustenta negociações coletivas.

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, apresentou cronograma acelerado para a tramitação. A meta é que a nova regra vire lei em até 90 dias, com tramitação rápida na Câmara e no Senado.

Câmara diverge do timing do Planalto

Hugo Motta, presidente da Câmara, informou que deputados seguirão com a análise de uma Proposta de Emenda à Constituição sobre o tema. A avaliação interna é de que a PEC oferece mais segurança jurídica e maior protagonismo ao Legislativo.

Aliados do Planalto defendem que apresentar um texto próprio permite controle sobre o conteúdo e a definição de veto. A Casa, porém, busca manter o debate com o andamento de PEC já em curso.

Após reunião com sindicalistas, Motta disse que a Câmara pretende avançar com a redução da jornada de forma responsável, mantendo espaço para ajustes. O tema permanece central na agenda parlamentar.

A Comissão de Constituição e Justiça concedeu mais prazo para estudo do texto, que já tem aval do relator Paulo Azi. Parlamentares aliados a setores produtivos estudam mudanças de conteúdo.

Demandas de setores produtivos e impactos

Entidades patronais pedem período de transição para a entrada em vigor das novas regras e compensações tributárias para empresas impactadas. Alega-se possível encarecimento de produtos e demissões.

O governo sustenta que jornadas mais equilibradas elevam bem-estar e produtividade, sem prejuízo a salários. O debate envolve também o custo fiscal do novo regime.

O Planalto afirma estar disposto a negociar para emplacar o fim do 6×1 como trunfo eleitoral, mantendo, contudo, margem de ajustes. A pauta de regulamentação de trabalhadores por aplicativos permanece fora do radar neste ano.

Simultaneamente, o governo encaminhou a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, com previsão de reajuste de 5,9% no salário-mínimo. Caso confirmado, o piso nacional chegaria a R$ 1.717, elevando despesas públicas e pressionando o Orçamento.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais