- O ministro do STF Gilmar Mendes pediu à Procuradoria-Geral da República que investigue o senador Alessandro Vieira por possível abuso de autoridade.
- Vieira teria proposto o indiciamento de ministros do STF — Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes — por crimes de responsabilidade no relatório final da CPI do Crime Organizado, texto que acabou sendo rejeitado pela comissão.
- Mendes destacou a rejeição do texto pela CPI e mencionou a nota divulgada pelo presidente do STF, Luiz Edson Fachin, em solidariedade aos colegas e repudiando o relatório de Vieira.
- O ofício enviado ao procurador-geral Paulo Gonet afirma que a CPI, criada em novembro de 2025 para apurar repressão e prevenção da criminalidade organizada, acabou desvirtuando seu foco.
- O documento sustenta que a proposta de relatório envolve um “jogo de palavras” para viabilizar um indiciamento indevido do requerente, e aponta que o próprio PGR cuida de casos que envolvem senadores.
O ministro do STF Gilmar Mendes pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) que investigue o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) por possível abuso de autoridade. A solicitação envolve a atuação de Vieira ao propor o indiciamento de ministros do STF no relatório final da CPI do Crime Organizado.
Segundo Mendes, o documento apresentado pela CPI foi rejeitado pela comissão e houve manifestação pública de apoio aos colegas por meio de nota do presidente do STF, Luiz Edson Fachin. A nota repudiou o relatório elaborado por Vieira.
O ofício enviado ao PGR, assinado pelo ministro, sustenta que a CPI foi criada em novembro de 2025 para apurar repressão à criminalidade organizada, mas houve desvirtuamento do objetivo original. Mendes afirma que a proposta de relatório usa termos que visam viabilizar um indiciamento por supostos crimes de responsabilidade.
No texto, o próprio Mendes encaminha o ofício ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacando que o PGR é quem cuida de casos que envolvem senadores. A medida, conforme o documento, busca apurar abuso de autoridade na manifestação de Vieira.
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