- O perfil oficial do presidente Lula interagiu com a página Choquei, interação que veio à tona após uma operação da Polícia Federal.
- Raphael Sousa, dono do Choquei, foi preso em ação contra um esquema internacional de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 1,6 bilhão; também foram presos MC Ryan SP e Poze do Rodo.
- Em dezembro de 2021, o perfil do Choquei agradeceu a Lula por tê-lo seguido de volta no X; a página tem cerca de 9,4 milhões de seguidores na rede social.
- O Choquei era utilizado como contraponto às fake news durante a pandemia e teve vínculos com a esquerda, incluindo interações com a primeira-dama, Joice (Rosângela Silva, a Janja).
- A defesa de Raphael Sousa afirma que o vínculo com os fatos investigados é apenas de prestação de serviços de publicidade e que ele não integra organização criminosa.
O perfil oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva interagiu com a página Choquei. A ação ocorreu na manhã desta quarta-feira (15) durante uma operação da Polícia Federal contra um esquema internacional de lavagem de dinheiro. A PF prendeu Raphael Sousa, dono da página, além de dois funkeiros, MC Ryan SP e Poze do Rodo. A operação envolve movimentações bilionárias por meio de criptoativos, segundo as autoridades.
A investigação aponta um esquema de lavagem de dinheiro e transações ilegais associadas à organização criminosa. Ao todo, mais de R$ 1,6 bilhão teriam sido movimentados no esquema. Sousa, segundo a PF, manteria ligação com indivíduos ligados às atividades ilícitas, o que motivou a deflagração da operação.
A proximidade entre o governo e o Choquei fica evidente em ações anteriores nas redes sociais. Durante a pandemia, a página atuou como contraponto a notícias consideradas falsas por opositores, ganhando grande alcance. O perfil segue com milhões de seguidores.
Defesa de Raphael Sousa
A defesa de Raphael Sousa Oliveira divulgou nota à imprensa. O texto esclarece que o vínculo com os fatos investigados decorre exclusivamente de serviços publicitários prestados por sua empresa, ligada à venda de espaço digital. Os valores recebidos referem-se a publicidade lícita.
A defesa afirma que Raphael não integra organização criminosa nem participou de qualquer esquema ilícito. A atuação foi, segundo o advogado, restrita aos contratos de publicidade celebrados ao longo dos anos. A defesa promete demonstrar a legalidade das atividades.Advogado Pedro Paulo de Medeiros
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