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Justiça libera eleição para presidência da Alerj e mantém Couto no governo

Justiça mantém Ricardo Couto no governo interino, mesmo com eleição à presidência da Alerj autorizada, enquanto STF define modelo de governança no Rio

Sessão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) — Foto: Thiago Lontra/Alerj
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  • A Justiça do Rio rejeitou pedido de Luiz Paulo (PSD) para suspender a eleição à presidência da Alerj, mantendo a sessão marcada para sexta-feira (17).
  • Mesmo com a eleição da Alerj, o governo interino continua nas mãos do desembargador Ricardo Couto, conforme decisão do Tribunal de Justiça.
  • A discussão envolve quem governa o Rio antes da eleição suplementar ao Palácio Guanabara, com o TJ entendendo ser assunto interno da Alerj a definição do comando.
  • O STF ainda não resolveu a escolha do governador-tampão, após pedido de vista do ministro Flávio Dino, mantendo o cenário de vácuo entre Executivo e Legislativo.
  • A Alerj está sem presidente desde dezembro, quando o então ocupante do cargo, Rodrigo Bacellar, foi alvo de investigação e cassação causada por acusação de uso de informações privilegiadas.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro rejeitou nesta quarta-feira (15) o mandado de segurança apresentado pelo deputado estadual Luiz Paulo (PSD) para suspender a eleição à presidência da Alerj, marcada para sexta-feira (17). A decisão mantém a sessão para definir o comando da Assembleia.

Segundo o TJ, a sucessão na Alerj é uma questão interna da Casa e não pode ser impedida pela Justiça neste momento. O órgão também reiterou que, independentemente de quem presidir a Alerj, o governo interino permanece sob o comando do desembargador Ricardo Couto, atual presidente do Tribunal de Justiça.

A controvérsia envolve quem governa o Rio de Janeiro até a definição da eleição suplementar ao governo estadual. Há um vácuo tanto no Executivo quanto no Legislativo, com o TJ exercendo a gestão provisória enquanto o STF resolve o modelo de escolha do governador-tampão.

Questão em julgamento

O STF discute, em julgamento paralisado após pedido de vista do ministro Flávio Dino, qual formato deve adotar a eleição suplementar. A decisão do TJ, contudo, afirma que Couto deve permanecer no cargo até nova deliberação do STF.

Luiz Paulo buscava impedir que o novo presidente da Alerj assuma também o governo interino. Pela linha de sucessão, o chefe do Legislativo ocupa posição superior ao do Judiciário no trâmite estadual. A Alerj está sem presidente desde dezembro, quando Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi alvo de investigação e cassado.

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