- Sessenta e oito reivindicações das centrais sindicais foram apresentadas em Brasília, após o envio do projeto para reduzir a jornada a quarenta horas semanais e encerrar a escala 6×1.
- Lula pediu mobilização e pressão dos trabalhadores para aprovar a medida, dizendo que as centrais não podem abdicar da defesa dos trabalhadores.
- O ativista Rick Azevedo foi homenageado; o presidente sugeriu que, se a lei for aprovada, tenha o nome dele.
- O presidente criticou reformas de dois mil e sete e dois mil e dezenove e alertou sobre opositores que defendem reformas semelhantes às da Argentina, com risco de retrocessos.
- Representantes destacaram impactos: CTB afirmou possível criação de até quatro milhões de empregos; Força Sindical disse que o projeto já está maduro; marcha reuniu mais de vinte mil trabalhadores.
No Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu 68 reivindicações apresentadas por dirigentes das centrais sindicais. A entrega ocorreu nesta quarta (15) em Brasília, no contexto da marcha da classe trabalhadora. O material chega um dia após o envio ao Congresso do projeto de lei que reduz a jornada para 40 horas semanais e encerra a escala 6×1.
Lula pediu mobilização e pressão dos trabalhadores para aprovar a redução de jornada. O presidente afirmou que os trabalhadores não podem abrir mão da responsabilidade de defender os seus interesses, destacando que o momento exige esforço e apoio das bases para avançar no tema.
O evento contou com a participação de líderes sindicais e de figuras do movimento trabalhista. Entre as homenagens, o ativista Rick Azevedo, criador do movimento Vida Além do Trabalho, foi lembrado como inspiração para o projeto, que surgiu após o relato dele sobre burnout e depressão provocados pela sobrecarga de trabalho.
Reivindicações e posicionamentos
Os sindicalistas destacaram que o envio do projeto representa um marco, com expectativa de melhoria no mercado de trabalho. Um dirigente da CTB afirmou que a mudança pode gerar milhões de novas vagas, citando a possibilidade de ampliar a oferta de empregos.
Outra liderança frisou a necessidade de manter direitos e reduzir a jornada sem exclusões, ressaltando o risco da pejotização e a importância de normas que protejam trabalhadores com vínculos formais ou informais. O tema também foi relacionado ao desenvolvimento sustentável e à desregulamentação consciente.
Lula criticou retrocessos apontados por reformas anteriores, como as de 2017 e 2019, e avaliou que há resistência de setores que defendem propostas semelhantes às da Argentina, com jornadas estendidas. O objetivo é evitar perdas de direitos dos trabalhadores.
Diálogo com centrais
Os participantes ressaltaram que o momento envolve transformação tecnológica e mudanças no mundo do trabalho, com impactos para mulheres, jovens e trabalhadores de aplicativo. A pauta para os próximos anos inclui proteção social, saúde e condições de trabalho dignas.
Representantes da CTB, Força Sindical, NCST e outras entidades destacaram que a mobilização já atingiu mais de 20 mil trabalhadores na marcha. A ideia é manter o debate público e defender a continuidade de políticas que preservem direitos trabalhadores.
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