- Quaest aponta Lula com 40% e Flávio Bolsonaro com 42% no segundo turno, mantendo empate técnico.
- Desaprovação do governo é de 52%, aprovação de 43%, com a diferença aumentando desde o início do ano.
- Preço dos alimentos subiu de 59% para 72% na percepção dos brasileiros nos últimos 30 dias.
- Endividamento familiar segue alto: 72% dizem ter dívidas; 29% afirmam ter muitas dívidas, 43% poucas, 28% nenhuma.
- Economia aparece como pior nos últimos 12 meses (50%), inflação ainda pressionando (IPCA de março subiu 0,88%), e desemprego em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro.
O presidente Lula não conseguiu reverter a piora na avaliação do governo, aponta a nova rodada da pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15). O levantamento mostra Lula com 40% das intenções de voto no segundo turno, ante 42% de Flávio Bolsonaro. Ainda, 52% desaprovam o governo e 43% aprovam, com 5% sem resposta.
Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, o principal motor da queda de aprovação é o preço dos alimentos. O índice de quem viu alta nos preços subiu de 59% para 72% no mês.
A pesquisa também aponta que o endividamento das famílias segue elevado. Entre março de 2025 e o presente, quem afirma ter dívidas altas ou muitas aumentou de 65% para 72%.
> Na prática, 29% dizem ter muitas dívidas, 43% poucas dívidas e 28% não têm dívidas. Não sabem/não responderam somam 0%.
O aumento de preços dos alimentos é destacado como fator relevante para a percepção econômica negativa, com alta de 14 pontos percentuais na parcela que percebeu elevação de preços entre março e abril.
> A parcela que considera a economia piorou nos últimos 12 meses está em 50%, enquanto 21% veem melhora, sinalizando pessimismo generalizado.
Desempenho econômico e medidas
No cenário macro, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano, primeira queda desde maio de 2024. A inflação, medida pelo IPCA, subiu 0,88% em março.
A taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre terminado em fevereiro, menor que o registrado para o período desde o início da série histórica do IBGE, em 2012, segundo dados oficiais.
Efeitos de políticas públicas
Em relação às medidas do governo, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o Desenrola Brasil tiveram efeitos restritos. Nunes avalia que a isenção de IR não impulsionou renda de forma significativa, enquanto o Desenrola Brasil apresenta adesão ainda moderada.
Ao perguntar sobre o Desenrola, a Quaest registrou 46% de aprovação, 9% de desaprovação e 45% não conhecem a medida.
Na visão dos entrevistados, a disputa eleitoral no segundo turno segue apertada, com empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, conforme a pesquisa. O índice de medo relativo à volta dos Bolsonaro e à continuidade do governo Lula também aparece próximo noscilhos.
A Quaest reforça que os números refletem percepção pública diante de fatores econômicos e políticos, em um ambiente ainda desfavorável ao governo. As informações são da própria Quaest, com dados divulgados pela imprensa digital.
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