- Péter Magyar, recém-eleito primeiro-ministro, ameaça suspender o sinal da emissora estatal da Hungria após uma entrevista na televisão pública.
- Ele acusa a MTVA de disseminar propaganda ao estilo norte‑coreano e de veicular mentiras sobre sua família durante a campanha.
- A entrevista, primeira dele na TV pública em dezoito meses, terminou em atrito; a MTVA afirma ter feito convites repetidos durante a campanha.
- Magyar afirmou que, quando houver governo Tisza, a “fábrica de mentiras” terá fim e prometeu criar condições independentes para interromper a propaganda.
- A estratégia é comparada a ações de Donald Tusk, na Polônia, que cortou sinais da emissora estatal e demitiu a gestão ao assumir.
Péter Magyar, premiê eleito da Hungria, anunciou planos de suspender o sinal da emissora pública estatal após uma entrevista tensa na televisão na manhã desta quarta-feira. A medida ocorre após o candidato ter criticado a cobertura jornalística do meio, que chamou de propaganda de estilo norte-coreano e de divulgar falsas informações sobre sua família durante a campanha.
Magyar aparece pela primeira vez no canal público em 18 meses. A MTVA, autoridade de mídia estatal, afirmou ter feito múltiplos convites ao Tisza Party durante a campanha, sem impedir o contato. Em duas entrevistas distintas — rádio e TV —, o tom foi de atrito, com interrupções e acusações mútuas.
O ex-candidato afirmou que um governo do Tisza encerraria o que chamou de fábrica de mentiras e prometeu criar condições independentes e imparciais para frear a propaganda no veículo. Também alegou que a emissora disseminou informações falsas sobre ele e insultos à família durante a campanha, acusações que o apresentador negou.
Magyar criticou a MTVA ao comparar o veículo à mídia estatal da Coreia do Norte e à propaganda nazista, afirmando que não há “nem uma palavra verdade” sendo divulgada desde 2010. O apresentador rebateu dizendo desconhecer qualquer violação de leis pela emissora.
O posicionamento de Magyar segue uma linha de aliados na região. Em 2023, o primeiro-ministro polonês Donald Tusk adotou medidas duras contra a emissora pública, prometendo torná-la independente e chegando a suspender sinais de televisão e rádio e demitir a gestão. O caso na Hungria é visto como similar em tom, ainda que em fases iniciais de definição política.
Contexto político e desdobramentos
- A eleição anterior consolidou o Tisza Party como uma força dominante, com vitória expressiva nas urnas.
- A disputa envolve a legitimidade do controle da imprensa pública e a definição de um padrão de cobertura para o período pós-eleições.
- Autoridades e analistas acompanham se a medida de Magdalena Magyar terá apoio institucional ou será questionada no Judiciário.
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