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Moraes abre inquérito para apurar calúnia de Flávio contra Lula

Moraes autoriza inquérito contra Flávio Bolsonaro por calúnia a Lula; PF tem sessenta dias para apurar postagem que ligou o presidente a crimes e ao Foro de São Paulo

Moraes determinou um prazo de 60 dias para a PF conduzir as investigações
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  • O ministro Alexandre de Moraes abriu inquérito para apurar suposta calúnia de Flávio Bolsonaro contra o presidente Lula.
  • A decisão leva em conta publicação em rede social, feita em ambiente virtual público, que atribui crimes ao presidente.
  • Flávio Bolsonaro compartilhou uma imagem associando Lula a Nicolás Maduro, com a frase de acusações como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e apoio a terroristas.
  • A solicitação partiu da Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, que considerou a publicação falsa e vexatória.
  • A PF terá 60 dias para realizar as investigações sobre o caso.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, abriu um inquérito para apurar possível calúnia atribuída pelo senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, contra o presidente Lula. A decisão foi tomada após pedido da Polícia Federal e manifestação favorável da PGR.

A análise foca em uma publicação feita em rede social, descrita como ambiente público da internet, que atribui crimes ao presidente. Entre os crimes citados na publicação estão tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e fraudes eleitorais.

No post, Flávio Bolsonaro vincula Lula à imagem de Nicolás Maduro, com a frase: Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo, citando crimes graves e situações de violência. O conteúdo foi registrado pela PF e encaminhado ao STF para investigação.

A Procuradoria-Geral da República sustentou que a publicação é falsa e vexatória, conforme relatório apresentado. A PGR indicou indícios concretos da atuação do parlamentar com foro especial perante a Suprema Corte, na hipótese criminal descrita.

De acordo com o documento oficial, a Polícia Federal terá prazo de 60 dias para conduzir as diligências investigativas no caso. O inquérito mira esclarecer a veracidade das afirmações e eventual responsabilização do parlamentar.

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