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Mudanças no seguro-defeso são aprovadas para prevenir fraudes, diz relator

Relator diz que mudanças legalizam o pagamento do seguro-defeso, garantindo renda a cerca de 1,5 milhão de famílias, sujeito à sanção presidencial

Joédson Alves/Agência Brasil
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  • Medida provisória que altera o seguro-defeso para pescadores artesanais busca dar legalidade aos pagamentos e atender a 1,5 milhão de famílias em todo o Brasil.
  • Gestão do benefício passa a ficar a cargo do Ministério do Trabalho e Emprego, com cadastro biométrico, inscrição no Cadastro Único e ações para coibir fraudes.
  • Pagamento ocorre em até 60 dias após a regularização do pescador; parcelas pendentes em 2026 podem ser quitadas se atenderem aos requisitos legais.
  • Penalidades aumentam para fraudes e para quem não for pescador, com novas regras de exclusão de registros por até cinco anos; entidades que atestarem pescadores irregulares também podem ser responsabilizadas.
  • Estima-se que cerca de 200 mil pescadores ficaram sem receber nos anos anteriores (aproximadamente R$ 2 bilhões); a efetivação depende da sanção presidencial e de eventuais ajustes para dívidas anteriores.

O Congresso aprovou mudanças na Medida Provisória 1323/25 para o seguro-defeso, com o objetivo de reduzir fraudes e ampliar a legalidade do pagamento aos pescadores artesanais. A MP segue para sanção presidencial após as alterações aprovadas pelo Senado e pela Câmara.

Segundo o relator, senador Beto Faro (PT-PA), a nova regra garante o pagamento a 1,5 milhão de famílias que dependem do benefício. A medida transfere a gestão do benefício para o Ministério do Trabalho e Emprego e introduz registro biométrico e Cadastro Único.

O que muda na prática

A MP autoriza a quitação de parcelas pendentes em 2026 desde que o beneficiário atenda aos requisitos. Quem já solicitou dentro dos prazos legais poderá ter direito a pagamentos de anos anteriores. O pagamento deve ocorrer em até 60 dias após a regularização.

Novas exigências incluem cadastro completo, identificação biométrica e comprovação de contribuição previdenciária de pelo menos 6 meses nos 12 meses anteriores ao defeso. Relatórios anuais de 2021 a 2025 ganharam prazo de entrega até 31 de dezembro de 2026.

Medidas contra fraudes e ampliação de direitos

O texto aumenta penalidades para fraudadores e para entidades que atestem pescadores que não são da categoria. A atuação de associações de pesca continua como apoio, mas o governo permanece como autoridade final de pagamento.

Há também previsão de mecanismos para evitar atrasos no pagamento, com ações de fiscalização e estruturas móveis para atingir comunidades remotas. O reconhecimento de territórios tradicionais pesqueiros deve subsidiar políticas públicas além do seguro-defeso.

Condições de financiamento e participação institucional

A MP amplia o acesso a financiamentos do Pronaf para pescadores artesanais, com juros próximos aos praticados para agricultores familiares (0,5% ao ano). Além disso, pescadores terão participação consultiva no Codefat, embora não componham o conselho.

A mudança busca, segundo o relator, equilibrar o direito dos pescadores com mecanismos de controle para impedir fraudes. O governo afirma que novas medidas serão aperfeiçoadas à medida que forem implementadas.

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