- A Polícia Federal encontrou diálogos no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre contratar influenciadores e páginas para ataques coordenados ao Banco Central no fim do ano passado.
- Os registros indicam negociações com agências de marketing para o chamado “Projeto DV”, ampliando o envolvimento além do que já havia sido confirmado pela PF.
- A PF abriu inquérito no começo deste ano para apurar a contratação de influenciadores e páginas de celebridades para defender o Master e criticar o Banco Central pela liquidação do antigo banco de Vorcaro.
- A investigação já havia apontado ao menos 35 perfis contratados que fizeram publicações, de acordo com a CNN.
- A perícia foi realizada no segundo celular apreendido em uma das operações policiais, trazendo novos elementos ao caso.
A Polícia Federal fez novas constatações no caso conhecido como Master. Em um dos celulares do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, foram encontrados diálogos sobre contratar influenciadores digitais e páginas nas redes sociais para realizar ataques coordenados ao Banco Central no fim do ano passado.
Os diálogos indicam a participação de agências de marketing no chamado Projeto DV, conforme perícia realizada pela PF no segundo celular apreendido. Até então, apenas uma agência tinha sido citada pela investigação.
A PF abriu um inquérito no começo deste ano para apurar a contratação de influenciadores e de páginas de celebridades para defender o Master e criticar o BC pela liquidação do antigo banco de Vorcaro. A CNN revelou a existência de ao menos 35 perfis usados para publicações nesse contexto.
Nova evidência de envolvimento de terceiros
A perícia detalha conversas com fornecedores de serviços de marketing e com pessoas ligadas a comunidades de influenciadores. A PF não informou novas prisões ou medidas adicionais neste momento. As informações indicam coordenação de conteúdos com objetivo de pressionar o BC.
As apurações seguem sob sigilo e envolvem o âmbito financeiro ligado ao ex-banqueiro. Não houve confirmação de participação direta de Vorcaro em ações de comunicação, apenas a relação de diálogos encontrados no celular dele, segundo a PF.
Avanço nas investigações
A PF destaca que o material coletado amplia a compreensão sobre o esquema envolvendo influenciadores. O inquérito continua em estágio inicial, com a investigação em curso para mapear todos os envolvidos e as motivações por trás das publicações.
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