- A Polícia Militar do Espírito Santo afastou das atividades operacionais seis agentes suspeitos de omissão na morte de um casal em Cariacica, ocorrida no dia oito de abril.
- Em vídeo divulgado nesta semana, o cabo Luiz Gustavo Xavier do Vale atira contra as vítimas Daniele Toneto e Francisca Chaguiana Dias Viana, que estavam sentadas na calçada; o disparo originou um duplo homicídio qualificado e o militar foi preso.
- A corporação abriu um inquérito policial militar para apurar a possível omissão dos seis militares que atendiam a ocorrência; o governador afirmou que afastaria os policiais de todas as funções e a Justiça foi acionada para que não atuem em funções administrativas.
- Os nomes dos policiais afastados não foram divulgados e a reportagem não conseguiu identificar os advogados de defesa.
- Do Vale já era réu em outro caso de homicídio qualificado, envolvendo uma mulher trans, conocido como Lara Croft, em Cariacica, em 2022; a denúncia foi aceita pela Justiça em junho do ano passado.
Policiais militares do Espírito Santo afastaram seis agentes de atividades operacionais por suspeita de omissão durante uma ocorrência que resultou na morte de um casal em Cariacica, na Grande Vitória, no dia 8 de abril. O cabo Luiz Gustavo Xavier do Vale é o principal suspeito de ter atirado.
Em novo vídeo divulgado nesta semana, os PMs não reagem quando o militar dispara contra as vítimas Daniele Toneto e Francisca Chaguiana Dias Viana, que estavam sentadas na calçada. Do Vale foi preso sob suspeita de duplo homicídio qualificado.
Investigação em andamento
O comandante-geral, coronel Ríodo Rubim, informou que um inquérito policial militar apura possível omissão dos seis agentes que atuavam na ocorrência. O governador afirmou que os policiais seriam afastados de funções na rua e de atividades administrativas.
Nomes dos policiais afastados não foram divulgados, dificultando a identificação de possíveis advogados de defesa. A associação dos praças da PM e dos bombeiros do estado afirma que a conduta foi correta e que houve punição indiscriminada.
A polícia abriu processo para demitir o cabo Do Vale, que segue preso preventivamente em presídio militar e responderá na Justiça comum. Do Vale já era alvo de outra ação, relacionada à morte de uma mulher trans em 2022 em Cariacica.
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