- Pré-candidatos ao Senado no Sul destacam o STF como tema central da campanha, com foco na relação entre poderes e possibilidade de impeachment de ministros.
- Em Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL) e Caroline De Toni (PL) unem-se a Esperidião Amin (PP) e Caroline De Toni defendendo abertura de processo contra ministros.
- No Paraná, Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL) devem pautar o impeachment de ministros; Cristina Graeml (PSD) também prioriza o tema.
- No Rio Grande do Sul, Marcel van Hattem (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL) prometem abordar o tema, junto a Germano Rigotto (MDB) e Manuela D’Ávila (PSOL) com visões diferentes sobre eventual impeachment.
- No campo da esquerda, Gleisi Hoffmann (PT) em Paraná e Manuela D’Ávila (PSOL) no Rio Grande do Sul já defenderam posições contrárias a impeachment de ministros, enfatizando defesa das instituições.
A corrida pelo Senado em outubro de 2026 terá entre seus temas centrais a atuação do STF e a possibilidade de impeachment de ministros. Em especial no Sul do Brasil, aliados do PL e do Novo sinalizam prioridade ao tema, alinhando-se para debater a relação entre os Poderes. O tema surge como peça da arquitetura eleitoral, com a esquerda reforçando a defesa das instituições democráticas.
Os pré-candidatos ao Senado nessa região foram questionados sobre o tema pela Gazeta do Povo. O levantamento mostra como cada bloco pretende pautar o assunto na pré-campanha, com atenção aos cenários locais de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Santa Catarina
Carlos Bolsonaro (PL) compõe chapa com Caroline De Toni (PL) para o Senado, ambos com o STF no centro do debate. Esperidião Amin (PP) e Caroline de Toni defendem abrir processos contra ministros, marcando a linha de atuação no estado.
Esperidião Amin mantém cobrança ao STF durante a campanha, enfatizando a necessidade de processos internos para equilíbrio institucional. Caroline De Toni também cita o impeachment como eixo de sua atuação no estado. A dupla reforça o papel do Congresso na fiscalização.
Décio Lima (PT) não teve manifestação pública registrada sobre o STF até o momento. O PT catarinense não apresentou posicionamento oficial no material coletado pela Gazeta do Povo.
Paraná
Alvaro Dias (MDB) defende que o STF seja tema de debate neste ano e aponta proposta de 2015 para facilitar o impeachment de ministros. O fim do foro privilegiado aparece como instrumento para aumentar transparência entre poderes.
Cristina Graeml (PSD) coloca o processo de impeachment como prioridade na campanha, citando a reforma do Judiciário como tema central, além de defender ações para eventual responsabilização de ministros. O PSD indica atenção a essas pautas.
Deltan Dallagnol (Novo) tornou impressão central no partido, com compromisso explícito de abrir impeachment de ministros do STF. O ex-procurador reforça que o Senado precisa atuar com firmeza para garantir responsabilização.
Filipe Barros (PL) também sinaliza prioridade ao tema, ao lado de Dallagnol, mencionando uma reforma no Judiciário. Barros defende debate técnico com juristas e participação ampliada do Senado.
Gleisi Hoffmann (PT) evita o impeachment de ministros, defendendo uma avaliação cuidadosa. A pré-candidata enfatiza que o instrumento deve ser usado com cautela e apenas com motivos fundamentados.
Rio Grande do Sul
Germano Rigotto (MDB) não apresentou posicionamento público sobre o STF. A Gazeta do Povo não recebeu retorno de sua assessoria sobre o tema.
Manuela D’Ávila (PSOL) aponta que o Senado tem papel relevante na confirmação de ministros e pode facilitar ou impedir ações contra eles. A candidata crítica a manobras da direita e defende controle institucional.
Marcel van Hattem (Novo) torna o impeachment de ministros e os limites da atuação do STF assuntos centrais da agenda. O candidato promete fidelidade explícita ao compromisso do Novo com a abertura de processos.
Ubiratan Sanderson (PL) integra chapa com Van Hattem e reforça a cobrança ao STF. Sanderson sustenta que há crise institucional e que o Senado deve desempenhar papel ativo na responsabilização de ministros.
Paulo Pimenta (PT) não apresentou posicionamento público registrado sobre o STF. A assessoria não confirmou declarações sobre o tema.
Observa-se, em diferentes estados, a convergência de que o STF é tema sensível no pleito. Ao mesmo tempo, há discordâncias entre lados sobre o momento adequado para impeachment e a forma de exigir transparência e responsabilidade constitucional.
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