- O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, defende a manutenção da taxa das blusinhas, vigente desde agosto de 2024, argumentando que a tarifa continua mais baixa que a produção nacional mesmo com outros tributos.
- Lula afirmou que a taxa é desnecessária e reconheceu o desgaste causado pela medida, também sinalizando a possibilidade de um pacote para reduzir o preço de produtos importados.
- O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, apoiou a revogação da cobrança e disse que, se o governo decidir pela medida, será positivo.
- A revogação da taxa está em discussão interna no governo, com avaliação de que o tema afeta diretamente a popularidade de Lula.
- Levantamento da AtlasIntel mostra 62% dos brasileiros considerando a taxa um erro, enquanto 30% veem como acerto, aumentando a pressão por uma reavaliação.
O presidente interino Geraldo Alckmin defendeu a continuidade da chamada taxa das blusinhas, cobrando imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50. A posição diverge do presidente Lula, que considera o tributo desnecessário desde a sua implantação.
Alckmin manteve o argumento apresentado em agosto de 2024: mesmo com a taxa, o valor pago fica abaixo da produção nacional. Ele citou cálculos que comparam o imposto de exportação somado ao ICMS com o custo da produção local, destacando que a tarifa ainda é menor.
Lula disse, em entrevista, que a taxa gerou desgaste para o governo e que avalia medidas para reduzir o preço de produtos importados. O relato foi feito a sites e veículos de imprensa, reforçando a ideia de revisar a política.
Estratégia de revogação em debate
Também nesta quinta, o ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais, apoiou a revogação da taxa. O ministro afirmou que a decisão seria positiva para o governo caso haja consenso interno. O tema ganha força em meio à avaliação de popularidade.
A discussão sobre a revogação ocorre enquanto o governo estuda o impacto da medida na popularidade de Lula. Um levantamento recente mostra que a maioria vê a taxa como erro, o que aumenta a pressão interna pela mudança.
Segundo dados de AtlasIntel, 62% dos brasileiros enxergam a taxa como erro, 30% aprovam. Os números ajudam a embasar a estratégia de governança diante do desgaste político associado à cobrança.
Ainda não houve decisão final sobre o tema. O governo afirma que a pauta continua em análise e que nenhuma medida está definida. A avaliação envolve impactos na economia, na indústria e na percepção pública.
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