- O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, defendeu a cobrança de imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”.
- Ele negou que haja qualquer debate no governo sobre derrubar a taxa no momento.
- Segundo Alckmin, somando o imposto de 20% ao ICMS dos estados, a tarifa fica abaixo de quarenta por cento, e a produção nacional chega a quase cinquenta por cento de imposto.
- O governador em exercício ressaltou a importância da taxa para a geração de empregos no Brasil.
- A posição de Alckmin contrasta com a de Lula e de José Guimarães, que defendem a revogação da taxa.
O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, defendeu nesta quinta-feira a manutenção da cobrança de imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”. Em coletiva, ele negou qualquer debate no governo sobre a derrubada da medida.
Alckmin disse que a taxa foi aprovada pelo Congresso e não há decisão neste momento sobre o tema. Argumentou que, mesmo com o imposto, a tarifa fica abaixo da carga tributária da produção nacional, que pode chegar a quase 50%.
Ele acrescentou que, ao somar o imposto de 20% com o ICMS estadual, a tarifa total fica inferior ao custo de produção no Brasil, e destacou a importância da taxa para a geração de empregos no país. Evitou comentar impactos adicionais.
Divergência interna no governo
A posição de Alckmin contrasta com a de Lula, que já pediu a eliminação da taxa e afirmou que a medida gerou prejuízos ao governo. Em entrevista recente, o presidente afirmou ser desnecessária a taxa das blusinhas.
Nesta quinta, José Guimarães, ministro da Secretaria de Relações Institucionais, posicionou-se de forma semelhante a Lula. Em sua primeira coletiva como titular, disse que, se o governo decidir revogar a taxa, seria uma decisão positiva, sem confirmar apoio interno.
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