- Geraldo Alckmin, presidente em exercício, divergiu de José Guimarães e defendeu a manutenção da “taxa das blusinhas”, sobretaxa de importações abaixo de US$ 50.
- Ele afirmou que a taxa é necessária porque, mesmo com a sobretaxa, a tarifa fica abaixo do custo de produção nacional, estimulando a produção e protegendo empregos.
- O governo ainda não tomou decisão sobre o tema, segundo o auxiliar.
- Lula já sinalizou ações para atenuar o impacto da taxa, sem detalhar medidas, em tom semelhante ao de Guimarães, que defende a revogação.
- Alckmin fez as afirmações durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto na tarde de quinta-feira, 16.
O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, defendeu nesta quinta-feira a manutenção da chamada taxa das blusinhas, a sobretaxa de importações com valor até 50 dólares. Em entrevista no Palácio do Planalto, ele afirmou que a medida continua necessária porque a tarifa é menor do que o custo da produção nacional. O objetivo, segundo ele, é estimular a indústria local e preservar empregos.
Alckmin afirmou ainda que o governo não tomou decisão sobre o tema, mesmo com o apoio de parte da equipe econômica. A fala dele contrasta com o posicionamento de outros membros do Executivo, que defendem a revogação ou revisão da sobretaxa.
A divergência interna ganhou contornos políticos ao longo da manhã. José Guimarães, ministro das Relações Institucionais, afirmou em café com jornalistas que a medida deveria ser revertida, alegando que a aprovação da cobrança representou desgaste ao governo. Em tom diferente, Guimarães sugeriu a revogação da taxa.
Divergência entre membros do governo
Na terça-feira, o presidente Lula sinalizou que o governo apresentaria medidas para atenuar o impacto da taxa sobre os preços, sem detalhar quais seriam. Lula comentou que o aumento da sobretaxa era desnecessário para compras de menor valor, destacando ainda o crescimento da massa salarial e o consequente aumento do consumo familiar.
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