- A Andes criticou parte da cobertura da imprensa sobre o Judiciário, alegando que algumas manifestações extrapolam a crítica institucional.
- A entidade afirma que há desqualificação moral indiscriminada e agressão coletiva a carreiras essenciais ao Estado de Direito.
- Segundo a nota, esse tom facilita o ressentimento social e lança suspeitas genéricas sobre instituições públicas.
- A Andes reconhece a liberdade de imprensa, mas sustenta que ela não pode justificar abusos; jornalismo responsável deve esclarecer e qualificar o debate.
- A associação também defende discussões sobre remuneração no serviço público e alerta que conteúdos agressivos podem levar a medidas legais, como direito de resposta e ações por dano moral coletivo.
A Andes, Associação Nacional de Desembargadores, enviou uma nota pública criticando parte da cobertura da imprensa sobre o Judiciário. Segundo a entidade, há manifestações que extrapolam a crítica institucional e promovem desqualificação moral indiscriminada.
A associação afirma que o tom atual descamba para agressão coletiva e para ataques que visam carreiras consideradas essenciais ao Estado de Direito. A nota aponta que esse discurso estimula ressentimento social e suspeitas genéricas sobre instituições públicas.
Para a Andes, a liberdade de imprensa é fundamental, mas não pode justificar abusos. O texto defende que o jornalismo responsável esclareça e qualifique o debate público, enquanto discursos considerados agressivos simplificam temas complexos.
A entidade também ressalta a importância de discutir remuneração no serviço público, desde que não haja hostilidade em descrições de magistrados e do Ministério Público como grupo privilegiado ou cobiçoso.
Segundo a nota, dependendo do conteúdo e da repercussão, podem surgir medidas judiciais como pedidos de direito de resposta e ações por dano moral coletivo. A Andes clama por equilíbrio na cobertura.
A associação conclui que críticas não devem se confundir com ataques institucionais. Magistrados e membros do Ministério Público devem continuar atuando com independência, buscando os meios legais para situações abusivas.
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