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Câmara aprova envio de assassinos de policiais a prisões federais

Câmara aprova envio a prisões federais de criminosos que mataram policiais e outros agentes; matéria vai à sanção de Lula

Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Carlos Jordy (PL - RJ). Bruno Spada / Câmara dos Deputados 22.11.2023
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  • Câmara aprovou o projeto que manda para prisões federais acusados ou condenados por homicídio de policiais, agentes penitenciários e outros agentes de segurança; o texto já havia passado pelo Senado e vai à sanção do presidente Lula.
  • A proposta abrange presos provisórios ou condenados por matar policiais federais, militares, civis, rodoviários, ferroviários ou penais, além de quem matar parentes desses agentes.
  • Quem for punido por esses crimes fica no regime disciplinar diferenciado, com celas isoladas, audiências por vídeo e saída da cela limitada a duas horas diárias, além de visitas quinzenais restritas.
  • O deputado Carlos Jordy defende o endurecimento; a oposição vê potencial uso político e o governo orientou contra a aprovação, tentando adiar a discussão.
  • A votação ocorreu em regime semipresencial, de forma simbólica, com governo, PT-PCdoB-PV e PSOL-Rede orientando contra, e PL, Novo e centrão favoráveis.

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (16), um projeto que determina o envio de acusados e condenados por homicídio de policiais, agentes penitenciários e outros profissionais de segurança para prisões federais. A votação ocorreu de forma simbólica, em regime semipresencial, e o texto segue para sanção do presidente Lula.

A autoria é do deputado Carlos Jordy (PL-RJ). A oposição avaliou que a proposta pode representar um desgaste político para Lula, enquanto o PT, aliados e parte da base consideraram a discussão polêmica e com impacto institucional. O governo orientou contra a aprovação.

Abrangência e regime disciplinar

O projeto abrange quem mata policiais federais, militares, civis, rodoviários, ferroviários e penais, além de parentes de agentes. Os detentos enquadrados nesse grupo ficariam em regime disciplinar diferenciado, com cela individual e audiências por vídeo.

A proposta prevê visitas restritas, monitoramento e saída limitadas da cela. O regime não permite progressão de pena ou liberdade condicional, visando afastar lideranças criminosas das prisões. A defesa do texto sustenta objetivo de isolar mandantes.

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