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Candidato de ultradireita no Peru oferece R$ 29 mil por provas de fraude

Rafael López Aliaga oferece recompensa por provas de fraude eleitoral, após cair para terceiro; disputa com Roberto Sánchez fica acirrada, a menos de sete mil votos

O candidato presidencial Rafael López Aliaga discursa para seus apoiadores em frente ao Júri Nacional Eleitoral (JNE) em Lima, Peru. 14/04/2026 - (Klebher Vasquez/Anadolu/Getty Images)
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  • No primeiro turno das eleições no Peru, realizada no último domingo, 12, houve indefinição sobre os dois candidatos que avançariam ao segundo turno, com clima de tensão política.
  • Rafael López Aliaga ofereceu uma recompensa de 20 mil soles (cerca de R$ 29 mil) a quem apresentasse provas de fraude; a postagem foi apagada horas depois e ele foi indiciado por incitação à insurreição.
  • Roberto Sánchez, da coligação Juntos pelo Peru, subiu à segunda posição após vencer votos em áreas remotas, enquanto López Aliaga caiu do segundo para o terceiro lugar.
  • Com 92,9% das urnas apuradas, a diferença entre López Aliaga e Sánchez é de cerca de 7 mil votos, com Sánchez em 11,978% e López Aliaga em 11,919%.
  • Os votos no exterior estão sendo determinantes: com 68% das urnas apuradas, López Aliaga tem maioria entre expatriados (55.323) frente a 5.315 de Sánchez; o segundo turno está marcado para 7 de junho, e Keiko Fujimori já está confirmado na disputa.

As eleições no Peru vivem momentos de tensão após o primeiro turno realizado no último domingo, 12, que deixou indefinidos os dois candidatos que avançarão à segunda etapa. A apuração segue lenta, com disputas acirradas entre as principais candidaturas.

Rafael López Aliaga, do Renovaçao Popular, que chegou a liderar o pleito, caiu para a segunda posição, abrindo espaço para Roberto Sánchez, do Juntos pelo Peru. López Aliaga afirmou haver fraude e divulgou oferta de recompensa por provas, porém apagou a mensagem horas depois.

Roberto Sánchez, aliado de Pedro Castillo, subiu na contagem com votos vindos principalmente de áreas remotas, aproximando-se do segundo turno previsto para 7 de junho. A disputa permanece extremamente próxima, com diferenças marginais na reta final da apuração.

Controvérsias e acusações

Na quinta-feira, López Aliaga foi indiciado por dois advogados por incitação à insurreição. Ele já havia convocado um protesto em frente à Junta Nacional Eleitoral (JNE) em Lima, pedindo que sua liberdade não fosse roubada. Além disso, dirigiu ataques contra o presidente da JNE, Roberto Burneo, com linguagem agressiva.

No cenário eleitoral, apenas Keiko Fujimori, do Popular Action, foi confirmada no segundo turno até o momento. A Justiça e a Junta Nacional Eleitoral acompanham o ritmo da apuração, que tem enfrentado interrupções em função de falhas na montagem de seções eleitorais, o que levou à prorrogação do processo em algumas zonas.

Voto no exterior e desdobramentos

Com 68% das urnas apuradas, o apoio de eleitores no exterior favorece López Aliaga, que soma mais de 55 mil votos entre expatriados, contra cerca de 5 mil para Sánchez. O desempenho no exterior contrasta com o apoio majoritário de López Aliaga apenas em Lima, enquanto Sánchez ganha expressão no sul e no norte.

O ex-presidente José Jerí, impeachment ocorrido em fevereiro, manifestou apoio a López Aliaga, destacando a importância de chegar ao segundo turno. O resultado final do pleito e a composição do eventual segundo turno dependem da consolidação de votos remanescentes em regiões-chave.

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