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Cláudio Castro recebe R$ 142 mil por férias não tiradas no RJ

R$ 142.871,84 por 206 dias de férias não tiradas é pago a Cláudio Castro, conforme decreto estadual, sujeito à disponibilidade orçamentária de pessoal

Foto: Wilton Junior/Estadão
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  • Cláudio Castro receberá R$ 142.871,84, referentes a 206 dias de férias não tiradas no período em que ocupou cargos no Executivo do Rio de Janeiro; o valor foi publicado no Diário Oficial nesta quarta-feira, 15.
  • O pedido de conversão de férias não usufruídas em pecúnia foi aberto em 26 de março, três dias após a renúncia dele ao cargo de governador.
  • O pagamento depende da disponibilidade orçamentária da Secretaria da Casa Civil para despesas de pessoal.
  • O governo do Rio afirma tratar-se de direito assegurado a todo servidor estadual que não usufrui suas férias.
  • Castro foi vice-governador entre 2019 e 2021 e, depois, governador de 2022 a 2026; o TSE o tornou inelegível até 2030.

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro deve receber R$ 142.871,84 referente a 206 dias de férias não tiradas durante o tempo em que ocupou cargos no Executivo estadual. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira, 15.

O pedido de conversão de férias não usufruídas em pecúnia foi protocolado em 26 de março, três dias após Castro renunciar ao cargo de governador. O pagamento depende da disponibilidade orçamentária da Secretaria da Casa Civil.

Segundo a Secretaria da Casa Civil, o pagamento está dentro do direito de servidores estaduais que não gozaram o período de férias, conforme Decreto Estadual nº 48.244/2022, Resolução SECC nº 91/2023 e parecer ASSJUR/SECC nº 64/2026.

Contexto e desdobramentos

Castro atuou como vice-governador de janeiro de 2019 a abril de 2021, e foi eleito governador para o mandato 2022-2026. Em 24 de março, o TSE condenou a chapa e o tornou inelegível até 2030.

Segundo acusações, Ceperj e Uerj teriam sido usados para criar mais de 27 mil cargos comissionados para favorecer a eleição de 2022. Após a renúncia, o comando estadual ficou com o presidente do TJ-RJ, desembargador Ricardo Couto. O vice-governador cassado e o presidente da Alerj preso reduziram opções de governança.

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