- O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, receberá R$ 142.871,84 por férias não tiradas, referentes a 206 dias de serviço no período em que esteve na vice-governadoria e no governo desde 2019.
- A decisão foi publicada no Diário Oficial fluminense na quarta-feira, 15, e o pagamento depende apenas da disponibilidade orçamentária da Secretaria de Casa Civil.
- O benefício foi solicitado por Castro três dias após sua renúncia, em 23 de março; o requerimento de conversão de férias em pecúnia foi encaminhado ao estado no dia 26 de março.
- O trâmite foi sigiloso e, por isso, não há outras informações disponíveis no momento.
- O ex-governador foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico; a chapa dele foi cassada e ele está inelegível até 2030.
O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro receberá 142.871,84 por férias não tiradas durante o período em que esteve à frente do governo estadual e no cargo de vice-governador. A decisão foi publicada no Diário Oficial do estado na edição de quarta-feira (15).
O pagamento depende apenas da disponibilidade orçamentária da Secretaria de Casa Civil. A autoria do despacho confirma a conversão de 206 dias de férias em pecúnia para Castro, conforme documentos do órgão.
Castro renunciou ao cargo no último dia 23. O requerimento para a conversão de férias em dinheiro foi protocolado pelo ex-governador no dia 26, segundo dados do Sistema Eletrônico de Informações fluminense. O trâmite, porém, ocorreu em sigilo.
Valor e abrangência
Segundo o Diário Oficial, o montante refere-se a férias não gozadas entre 2019, quando atuou como vice-governador, e o período em que já era governador. A comunicação oficial foi feita pela Casa Civil ao jornal O Globo.
A decisão ocorre em um contexto de controvérsia política envolvendo Castro. O ex-governador foi condenado pelo TSE por abuso de poder político e econômico, com acúmulo de contratações sem transparência vinculadas a órgãos como Ceperj, conforme apuração do UOL.
Situação institucional recente
Após a renúncia, o desembargador Ricardo Couto assumiu temporariamente a função de comando no estado. A ausência de vice trouxe a necessidade de uma solução institucional, já que o Legislativo também vive instabilidade com o afastamento do presidente da ALERJ, Rodrigo Bacellar.
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