- A deputada federal Natália Bonavides (PT-RN), eleita mais votada em 2022 no Rio Grande do Norte, enfrenta uma disputa judicial com o apresentador Ratinho.
- Em 15 de dezembro de dois mil e vinte e um, Ratinho proferiu críticas durante o programa Turma do Ratinho, incluindo a afirmação de que “não dá para pegar uma metralhadora”, o que levou Bonavides a reagir na Justiça.
- A denúncia, aceita pela Justiça Eleitoral de São Paulo, sustenta que as falas do apresentador foram ofensivas, discriminatórias e com uso de estereótipos de gênero para constranger a deputada.
- Em janeiro de dois mil e vinte e seis, o Tribunal Regional Federal da Quinta Região absolveu Ratinho; o processo segue para o Superior Tribunal de Justiça, com possibilidade de indenização de R$ 2 milhões se condenado.
- O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte negou ação de Natália Bonavides para obrigar Ratinho a pagar R$ 50 mil e a se retratar; a decisão é monocrática e cabe recurso.
A deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) vem travando uma disputa judicial com o apresentador Ratinho após declarações feitas em programa de rádio em 2021. A ação envolve violência política e foi encaminhada à Justiça Eleitoral de São Paulo, onde tramita desde então. A denúncia aponta que as falas visaram constranger a parlamentar e utilizaram estereótipos de gênero.
Natália Bonavides iniciou a carreira no movimento estudantil, foi vereadora de Natal em 2016, deputada federal em 2018 e, em 2022, teve a reeleição consagrada como a candidata mais votada no RN. A trajetória aponta para atuação parlamentar ligada a pautas do PT.
Questões judiciais em São Paulo
A Justiça Eleitoral de São Paulo recebeu a denúncia contra Ratinho. Em 15 de abril, a acusação foi aceita, apontando ofensas durante a transmissão da Massa FM em dezembro de 2021. Segundo a acusação, as declarações visaram humilhar a deputada e justificar discriminação.
Desdobramentos e decisões em outros tribunais
Em relação ao mesmo caso, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região absolveu Ratinho em janeiro de 2026. Com essa decisão, o processo pode seguir para o Superior Tribunal de Justiça, abrindo possibilidade de novas análises sobre danos morais. Ainda no Rio Grande do Norte, o TJRN negou ação de Bonavides que buscava indenização de R$ 50 mil e retratação pública. A decisão é monocrática e admite recurso.
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