- Nos primeiro trimestre, Talarico (Texas) informou US$ 27 milhões; Ossoff (Geórgia) US$ 14 milhões; Cooper (Carolina do Norte) US$ 13,8 milhões; Brown (Ohio) US$ 12,5 milhões.
- Democrats destacam o volume para sustentar a defesa de seu caso junto aos eleitores, em meio a uma disputa que continua favorável a republicanos no conjunto do mapa do Senado.
- Entre os republicanos, candidatos em estados-chave apresentaram números menores: Cornyn e Paxton, no Texas, somaram US$ 2,5 milhões; Collins (Maine) US$ 3,1 milhões; Mills (Maine) US$ 2,6 milhões; Platner US$ 4 milhões; Husted (Ohio) US$ 2,9 milhões; Whatley (North Carolina) US$ 2,1 milhões.
- Em Alaska, Mary Peltola informou arrecadação de US$ 8,9 milhões contra US$ 1,7 milhão de Sullivan.
- O Comitê Nacional Republicano mantém vantagem de caixa com cerca de US$ 109 milhões; políticos democratas reportaram menos recursos, com dívida em torno de US$ 17 milhões. MAGA Inc. tem mais de US$ 300 milhões disponíveis.
Democratas apresentam levantamentos expressivos em disputas competitivas para o Senado, em sinais de espaço para mobilização de eleitores. Nos primeiros três meses do ano, a campanha do candidato democrata ao Senado no Texas, James Talarico, divulgou ter arrecadado 27 milhões de dólares. Em Geórgia, o incumbente Jon Ossoff informou 14 milhões. Em Ohio, o retorno da campanha do ex-senador Sherrod Brown chegou a 12,5 milhões, enquanto o ex-governador Roy Cooper, da Carolina do Norte, registrou 13,8 milhões.
Os números aparecem como apoio aos democratas para criar base de mensagens e contrapor ataques republicanos, mas não alteram o saldo de forças nas disputas que definirão a maioria do Senado. Exceto Maine, onde democratas seguem na corrida pela nomeação para enfrentar a senadora Susan Collins, as principais disputas em campo favorável ao Partido Republicano ocorrem em estados que o presidente Trump venceu em 2024.
Em termos de quadro de arrecadação, os democratas destacam o desempenho, mas a foto geral ainda reflete um terreno de vantagem para os republicanos nas decisões de controle do Senado. Ao fim do dia seguinte, as campanhas tinham prazo para apresentar os balanços ao Comitê Federal de Eleições (FEC).
Panorama das disputas
Em Texas, o percentual de arrecadação dos democratas ficou acima do alcance dos republicanos. O incumbente Jon Cornyn e o advogado-geral do estado, Ken Paxton, somaram 2,5 milhões de dólares, menos de 10% do que recebeu Talarico no trimestre. Em Geórgia, dois dos três principais candidatos republicanos, Derek Dooley e Buddy Carter, reuniram cerca de 1,1 milhão; o terceiro, Mike Collins, ainda não havia informado seu balanço até o final da quarta-feira.
Na Carolina do Norte, o ex-presidente do Comitê Nacional Republicano Michael Whatley divulgou 2,1 milhões, enquanto Ohio registrou 2,9 milhões para o senador Jon Husted. Em Maine, Collins reportou 3,1 milhões. Já a governadora Mills apontou 2,6 milhões, e Platner, o ostra-silvicultor apoiado por líderes progressistas, informou 4 milhões.
No Alasca, a ex-deputada Mary Peltola, democrata, informou orçamento de 8,9 milhões. O senador republicano Dan Sullivan registrou 1,7 milhão. A diferença entre validades de arrecadação reforça o quadro de competição acirrada nas principais fronteiras eleitorais.
Observação sobre o contexto
Analistas ressaltam que recursos elevados não garantem vitória. Em 2020, candidatos com fortes arrecadações ainda não venceram seus adversários em várias frentes. Enquanto filiais partidárias mantêm maior fôlego financeiro no nível nacional, o comitê nacional republicano reportou cerca de 109 milhões de dólares em caixa, frente a aproximadamente 16 milhões dos democratas, que também carregam dívidas de cerca de 17 milhões.
Um braço financeiro ligado a Donald Trump, a MAGA Inc., permanece com mais de 300 milhões de dólares em caixa, segundo o FEC. Esse cenário de recursos pode influenciar o ritmo de gastos com publicidade, tanto em televisão quanto na internet, conforme as campanhas buscam se posicionar antecipadamente.
As campanhas que lideram as buscas pelos assentos do Senado buscam explorar vantagens de publicidade e de custos de mídia para alcançar eleitores em mercados de alto custo, mesmo com o maior peso histórico de financiamento de comitês nacionais.
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