- O deputado sul-africano Julius Malema foi condenado a cinco anos de prisão por posse ilegal de arma, disparo em público e conduta imprudente, em East London.
- A juíza Twanet Olivier autorizou que ele recorra em liberdade, portanto a pena não é cumprida de imediato.
- O crime ocorreu em 2018, quando vídeo mostrou Malema atirando com um rifle semiautomático para o ar durante as comemorações do quinto aniversário do partido EFF, no Cabo Oriental.
- O EFF é um partido de esquerda conhecido pela canção “Mate o bôer”, que, segundo a defesa, não busca incitar violência contra brancos, mas é vista como associada à violência contra esse grupo.
- Em agosto do ano passado, Malema foi considerado culpado de discurso de ódio por dizer em 2022 que “nenhum homem branco vai me bater” e que “uma revolução exige que, em algum momento, haja mortes”.
O deputado sul-africano Julius Malema foi condenado nesta quinta-feira a cinco anos de prisão por posse ilegal de arma, em um tribunal da cidade de East London. A decisão foi anunciada após ele ter sido considerado culpado em outubro do ano passado por cinco crimes, incluindo posse de arma, disparo em público e conduta imprudente. Malema poderá recorrer em liberdade, conforme decisão da juíza Twanet Olivier.
O caso tem origem em um incident 2018, quando um vídeo mostrou o político usando um rifle semiautomático para disparar tiros para o alto durante as comemorações do quinto aniversário do seu partido, o Combatentes da Liberdade Econômica. Na época, a mídia local relatou que a defesa alegou que a arma não era dele e que os disparos tinham como objetivo animar a multidão.
O EFF, partido de esquerda liderado por Malema, é conhecido por posições agressivas. Em 2023, o deputado já havia sido condenado por discurso de ódio após afirmar, em comício de 2022, que nenhum homem branco o bateria e que uma revolução poderia exigir mortes.
Contexto adicional
A polícia e o tribunal não divulgaram novos detalhes sobre o andamento do processo desde a condenação inicial em outubro do ano passado. Em agosto do ano passado, Malema também havia sido condenado por discurso de ódio em relação a declarações feitas durante um comício.
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