- O ex-deputado federal Uldurico Alencar Pinto foi preso preventivamente na Praia do Forte, Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador, sob suspeita de facilitar a fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, mediante pagamento de R$ 2 milhões.
- A prisão ocorreu no âmbito da Operação Duas Rosas, coordenada pelo Ministério Público da Bahia com o Gaeco e Gaep, e ele é denunciado por organização criminosa e corrupção.
- A fuga ocorreu na noite de 12 de dezembro de 2024: detentos de cela 44 abriram um buraco no teto com furadeira, enquanto um grupo armado invadiu o presídio e houve confronto com os agentes.
- Entre os foragidos, está Ednaldo Pereira de Souza, o “Dadá”, apontado como líder do Primeiro Comando de Eunápolis, com ligações ao Comando Vermelho; 13 dos 16 ainda estão foragidos.
- Além dele, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Salvador, Camaçari, Teixeira de Freitas, Eunápolis e Porto Seguro; também são investigados um ex-vereador de Eunápolis e um advogado, cujos nomes não foram divulgados.
O ex-deputado federal Uldurico Alencar Pinto foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira, na Praia do Forte, Mata de São João, Região Metropolitana de Salvador. Ele é suspeito de negociar R$ 2 milhões para facilitar a fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, segundo o Ministério Público da Bahia.
A prisão integra a Operação Duas Rosas, realizada pelo MP com o Gaeco e o Gaep. O ex-parlamentar foi denunciado por organização criminosa e corrupção, conforme denúncia apresentada pelo órgão. A ação é associada a uma estrutura que envolve integrantes do grupo criminoso e influência institucional.
A fuga ocorreu na noite de 12 de dezembro de 2024. Detentos da cela 44 abriram acesso a outra área da unidade com furadeira, enquanto homens fortemente armados invadiam o presídio e atiravam contra os agentes de plantão, facilitando a evasão.
Entre os foragidos está Ednaldo Pereira de Souza, conhecido como Dadá, apontado como líder do Primeiro Comando de Eunápolis, com ligações ao Comando Vermelho. O Ministério Público aponta que ele estaria no Rio de Janeiro, comandando ações na região. Ao todo, 13 dos 16 detentos ainda permanecem foragidos.
Segundo o MP, a ação de 2024 não foi isolada, mas resultado de uma articulação estruturada entre membros do grupo criminoso e uso de influência política e institucional. A investigação também mira outros suspeitos ligados a atividades ilícitas na região.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Salvador, Camaçari, Teixeira de Freitas, Eunápolis e Porto Seguro. Além do ex-deputado, apuram-se um ex-vereador de Eunápolis e um advogado; os nomes não foram divulgados pelo MP.
A CNN Brasil busca contato com a defesa do ex-deputado. O espaço permanece aberto para manifestações oficiais das partes envolvidas.
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